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segunda-feira, 14 de julho de 2014

Tinha de ser



Ontem optei por quase não ver o jogo. Abstrair-me daquela final entre duas equipas em que queria que ambas perdessem – coisa feia de se dizer mas era o que sentia.


E assim foi durante – quase - a totalidade do jogo. Entretanto fui informada pelo marido que a Argentina estava a ser roubada mas nem me aqueceu nem me arrefeceu.


Vi cerca de 40 – 50 minutos de jogo, ou seja, os últimos minutos da segunda parte e o prolongamento. E do que vi, apesar de a empatia não abundar em mim, comecei a desejar, por uma questão de justiça, que a Alemanha saísse vencedora daquele duelo que já não me parecia ser de futebol mas sim luta livre.


Aquilo era porrada velha de malta que não tinha pernas para andar e recorria a golpes desesperados para travar o adversário.


Numa altura em que testemunhei o Schweinsteiger a ser, ininterruptamente, alvo de agressões – o rapaz até teve de sair do campo com o rosto a sangrar devido a um murro - a balança que há em mim (e gaja também) identificou a similaridade com o tratamento dado tantas vezes ao CR7 e achou que a Alemanha merecia ganhar porque mantinha o jogo no futebol e com superioridade técnica.


Irrita-me quando eles não conseguem jogar tipo 5 segundos sem uma falta, uma queda, um murro ou um pontapé… perde a piadinha toda e a Argentina estava a ser a principal culpada nesta situação.


Rendida às evidências a verdade é que a Alemanha foi a justa vencedora. Não vacilou. Mostrou superioridade em todos os jogos e com resultados que nos deixaram a todos de queixo caído. Por isso mereceu elevar o troféu. Porque se focaram nos objetivos e identificaram as dificuldades – como o clima – de forma a preparem-se da melhor forma possível para as ultrapassarem. O que mais me custou foi mesmo aquele sorriso da Merkl que sabia que este resultado iria originar. Mas pronto. Os jogadores não têm culpa e está feito – está feito.


Uma nota para o melhor jogador deste campeonato – não foi merecido. São os lobbies a funcionar porque toda a gente sabe que o Messi não merecia o troféu que levou. Pelo que vi e ouvi o indubitável merecedor era o James Rodriguez mas é assim: um gajo feio, antipático e mete nojo acaba por ficar com a estatueta.


Depois de ver como este reagiu face a todas as tentativas de o cumprimentar, congratular, ou até, simplesmente, tocar caiu por terra qualquer simpatia, admiração ou imparcialidade que pudesse ganhar da minha parte. Não gosto dele nem um niquinho e por muito bom jogador que se seja nada justifica o ar de superioridade que este demonstra.


Do outro lado tivemos Schweinsteiger seguido de todos os colegas com um sorriso no rosto e cumprimentos a todos. Dar um high five não custa nada e os alemães – povo que conhecemos como sendo frio e pouco dado a demonstrações de afeição – fizeram o oposto do argentino. Gostei de ver e custou-me menos um bocadinho e vitória.


Além disso temos sempre de ver a coisa pelo lado positivo: são malta que gosta muito de cá vir passar férias e admiram a nossa oferta turística e cultural. Podem continuar a vir e o Schweinsteiger também pode passar cá uns dias – o pessoal recebe-o bem!

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