Quarta feira lá vou eu...
Fazer o quê?
Não sejam cuscos, a seu tempo, eu contarei... Que nervoso miudinho!
segunda-feira, 30 de junho de 2014
Treino #35 - O meu compadre tentou matar-me – Parte I
No sábado à tarde decidimos ir
dar uma corrida juntos: eu, marido e compadre. E correu tudo lindamente… quase!
Fomos para a beira-mar e depois
de devidamente apetrechada demos a partida.
Consegui manter um ritmo de
corrida satisfatório. Até voltar para trás! Quando o vento começou a dar de
frente – e estava uma ventania do caraças! – a resistência exigida aumentou
substancialmente e acabei por ter de caminhar. Entretanto, o compadre tomou a liderança, e puxou por nós, fazendo com que desse mais aquele bocadinho que caso fizesse o treino
sozinha não daria.
Pronto! Podia ficar por aqui e
tudo bem…Mas não! A tentativa de homicídio ocorreu depois…
Cake design #23 - Aniversário do Isaac
O Isaac é um menino que apenas
tive a possibilidade de conhecer pessoalmente na véspera do seu 6.º
aniversário. Apesar disso, a sensação que tive foi a de que o conhecia há muito
tempo. Há já alguns anos que sei diversas histórias da sua vida: do nascimento
até à escola, a forma como se porta com outros meninos, aquilo de que gosta,
várias asneiras que já fez, essas coisas…
Por isso foi com carinho que fiz
o bolo para comemorar o 6.º aniversário de um menino que quis fazê-lo com um
bolo do Spiderman. Deve andar aí um ar de homem aranha que os miúdos só pensam
nisto…
O resultado final foi este:
domingo, 29 de junho de 2014
Sem me aperceber terei deixado de ser estranha?
Ninguém me dizia diretamente, mas
tenho-me apercebido, de que era considerada por muitos uma ave rara. Pessoa
estranha que dificilmente dirigia a palavra a alguém. Olhos no chão até ao
destino definido sem qualquer tipo de distração ou interrupção.
Aparentemente, sem dar por isso,
comecei a alterar comportamentos, a falar com pessoas (como não fazia), a ter
um ar mais simpático e comunicativo. É o que me têm dito. E eu não consigo
perceber.
Para mim isto mostra muita
incompreensão. E sinto-me capaz de acusar alguns (os mais próximos) de
hipocrisia. Aquilo que eu pensava que entendiam como timidez na realidade era
entendido como arrogância.
- Tu não falavas para ninguém.
- Uma coisa é ser envergonhada.
Outra coisa é ser como tu eras.
- Tu eras mesmo estranha.
São coisas que me têm sido ditas
nos últimos tempos. E eu fico surpreendida porque não fazia ideia de que era
vista assim. E refiro-me a pessoas muito próximas de mim, porque aquelas que
conheço de vista, sinceramente, é-me indiferente a imagem que têm de mim.
A questão que agora me coloco é
se as pessoas que agora partilham esta opinião, após a mudança, não deviam tê-lo
feito anteriormente, sendo sinceras comigo e alertando-me para estes factos.
Desde há uns anos percebi que
tinha um grande handicap. A comunicação, o contacto com os outros. Sempre fui
mais de estar em casa, mais isolada, às vezes até escondida e sinto tudo isto a
mudar. Sinto mais confiança em mim própria.
Tenho feito por alterar esta
situação e lentamente penso que estou a consegui-lo. E muitos anos de
psicoterapia também têm ajudado. Acho que finalmente começo a reconhecer que
tenho um lugar no mundo e que não ando aqui por favor evitando tudo e todos sob
o risco de incomodar alguém.
Olhando para trás até sou capaz
de dizer que as pessoas que me dizem agora que eu era estranha tiveram muita
influência nesses traços da minha personalidade.
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