sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
Mais uma... corrida!
Esta é Corrida Dia do Pai 2014
http://www.runporto.com/eventos/corrida-dia-do-pai/corrida-dia-do-pai-2014/
Temos corredores?
Quem alinha?
http://www.runporto.com/eventos/corrida-dia-do-pai/corrida-dia-do-pai-2014/
Temos corredores?
Quem alinha?
Aquele momento
Depois de mais de 31 anos a conviver comigo, já percebi como
certas coisas se processam na minha vida. Quando olho para trás percebo que
naquele tipo de situações reagi sempre daquela forma e isso leva-me ao hoje.
Cheia de vontade de alimentação saudável, cheia de vontade de
fazer as coisas como deve ser, cheia de vontade de corrigir este grande erro
que têm sido umas opções na vida… Durante dias ou semanas consigo manter este
princípio, fazer tudo como inicialmente planeado, a motivação em alta e o
objetivo como foco principal.
Depois vem uma discussão inesperada, uma frustração causada por
uma evolução do peso diferente da estimada, excesso de trabalho, stress e
preocupações e começo a pensar que a forma de tenho de compensar esta porra
toda é consolar o estômago. Sentir que com tanta coisa a correr mal, comer
porcarias não pode fazer mal nenhum. O cérebro começa a focar-se única e
exclusivamente na comida e tudo o que consigo fazer é elaborar uma lista mental
de coisas que me apetece comer. E nem vale a pena enumera-las porque até parece
mal.
Com tudo isto volto a descurar os meus objetivos, a minha saúde, a
minha vida. Acabo por ceder, como o que não devo e ainda fico com peso na
consciência por isso. Sinto-me fraca e como fraca que me sinto, se comi isto e
aquilo, porque não comer mais aquilo e aqueloutro? E pronto, volta a criar-se o
efeito bola de neve… o peso aumenta e se o peso aumenta, comer mais não sei quê
não faz diferença. Caio naquele poço sem fim de autocomiseração que só origina
mais boicote a mim própria.
Hoje devia ter ido ao ginásio, tinha-o planeado, mas não fui.
Porque ontem cheguei muito tarde a casa, porque estava demasiado cansada para
preparar as coisas, porque estava chateada e porque comi o que não devia.
Hoje (e com o jantar de ontem) abri a precedência para voltar a
entrar mais uma vez neste caminho de merda tão presente na minha vida.
Hoje chegou aquele momento.
Pelo menos desta vez esse momento foi identificado e o facto de me
aperceber disso, permite-me mais facilmente evita-lo.
Preciso muito da força necessária para voltar atrás e entrar
novamente no caminho certo. Tive uma médica que uma vez me disse que isto
basicamente se trata do vício da comida. Uma adição como qualquer outra adição.
Podia dar-me para álcool, podia dar-me para droga… a comida é a minha droga.
E este é o momento, aquele momento! Escrevo estas linhas com as
lágrimas nos olhos. Admitir esta fraqueza não é fácil, mas acho que o facto de
a admitir e de a escrever a torna mais real.
Falta saber a que outro momento vai dar origem este momento. Mas o
que mais interessa é que sou eu que vou decidir.
S. Valentim a caminho
Aproxima-se o mês de Fevereiro e a
caixa de email veste a imagem de hora de ponta com todos a tentarem chegar
primeiro ao seu destino. Presentes, escapadelas, sugestões, experiências… a caírem
em catadupa, como se não houvesse amanhã. Toda uma panóplia de opções, todo um
universo comercial que tenta apanhar esta leve brisa depois da tempestade do
Natal.
Coisas que não compreendo #7
Vitimização: há pessoas que simplesmente gostam de se fazer
de desgraçadinhas. Não falo de desabafos ou comentários, conversas ou troca de
ideias. Falo das pessoas que encaram qualquer conversa como competição para ver
quem é o mais desgraçado e sempre com a intenção de ganhar a medalha de ouro.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
Educação exige-se! Obrigada
Não deixa de me espantar, o facto de por vezes, sermos
simplesmente educados com as pessoas que lidamos, ter efeitos surpreendentes.
Apercebo-me de que existem pessoas que não estão habituadas
a ouvirem um “por favor”, um “obrigada” e até um sorriso quando nos fazem algum
favor. Inicialmente até reagem com estranheza por não fazer parte do seu
dia-a-dia.
Mas depois percebem que há pessoas que falam assim porque
foram assim educadas e porque não vão mostrar má cara ou falar de forma ríspida
só porque sim…
E a certa altura começam a retribuir o sorriso. E respondem
“de nada”.
Quando falamos de pessoas com as quais lidamos diariamente
faz uma diferença enorme entre parecer que está sempre chateada ou é somente
educada.
Tudo melhora e o ambiente torna-se muito mais agradável. E
eu sinto-me muito satisfeita por conseguir gerar esta mudança de
comportamentos.
Pessoalmente sou a favor do respeito e educação mútuos e do
espírito de entreajuda. As hierarquias demasiado rígidas e ambiente severo não
vão comigo.
Não sou apologista de anarquia, nem pouco ou mais ou menos.
Percebo a necessidade da hierarquia, mas a manifestação de poder e
agressividade gratuitas não vão de acordo com os princípios pelos quais me
rejo. Ninguém é melhor que ninguém e se todos compreendessem isso muitas
chatices e desmotivação eram evitadas.
Não fosse eu morrer no dia 1 de Março, estava lá!
S. esta é para ti!
http://www.runporto.com/eventos/corrida-do-carnaval/corrida-do-carnaval-de-lousada-2014/
Primeira corrida da Runporto em Lousada no dia 2 de Março. Eu como vou estar na Scary Race no dia 1, por motivos de saúde não me será possível comparecer, mas fica a sugestão!
http://www.runporto.com/eventos/corrida-do-carnaval/corrida-do-carnaval-de-lousada-2014/
Primeira corrida da Runporto em Lousada no dia 2 de Março. Eu como vou estar na Scary Race no dia 1, por motivos de saúde não me será possível comparecer, mas fica a sugestão!
Consultório da Maria – Gasolina prenha
Ontem quando ia caminho do trabalho a luz da reserva (do
depósito da gasolina) acendeu. Mas quando saí para almoçar já assinalava quase
meio depósito. Ao final do dia baixou um bocadinho e entretanto ficou ali entre
a reserva e o ¼. Será que a minha gasolina ficou prenha e teve o parto ontem? Foi
por não ter utilizado luva quando atestei o depósito?
A outra perspetiva da minha árvore de natal
Janeiro é o mês de desfazer a companhia do mês de Dezembro,
a árvore de Natal. Logo a seguir aos Reis tratei de tirar as decorações
natalícias da minha árvore, mas foi precisa uma valente injeção de coragem para
me dedicar a desfaze-la.
Depois de muitas voltas à cabeça decidi que queria organizar
todos os livros por ordem alfabética de autor… o que traduziu num verdadeiro
terror.
Quando acabei de desfazer a minha árvore, ela ficou com este
aspeto:
Mas depois juntei-lhe os outros livros todos… Horas e horas e
horas de organização. Mas árvore está finalmente arrumada. Lá para Dezembro há
mais.
quarta-feira, 29 de janeiro de 2014
Ginásio by morning #5
Primeiro objetivo foi conseguir preparar um batido saboroso,
que não se reduzisse a um enorme sacrifício. Mesmo assim não deixei de inventar
um bocadito, mas joguei pelo seguro. Este podem repetir à vontadinha:
- 2 maças
- 1 kiwi
- 2 cenouras pequenas
- sumo de uma laranja
- sumo de um limão
- 3 colheres de chá de linhaça
- meia mão de bagas goji
- 6 folhas de hortelã
- água q.b.
Acho que cada vez rendem mais, mas este como ficou saboroso
não custou grande coisa.
A grande dificuldade foram os headphones… já deu para
perceber que sou menina que adora música e nos treinos para mim é essencial (passadeira,
elíptica e bicicleta). Sobretudo correr custa-me o dobro ou o triplo, porque
geralmente opto por correr ao ritmo da música e vario ali entre a corrida e a
dança e é uma alegria. À frente… os meus headphones ficaram no escritório, o
marido tinha os dele no carro (e já estava de pijama), outros fazem-me doer os
ouvidos, outros (que têm um aro que “obriga” o phone a fixar e costumo usar nas
corridas) não me pareciam bem para dentro do ginásio… sem música já considerava
a hipótese de não ir ao ginásio. Valeram-me os headphones que davam às carradas
nos autocarros turísticos em Barcelona. O meu marido de forma muito inteligente
achou por bem trazer 2 de recordação e que jeito que fez.
O treino correu dentro da normalidade, fora a parte em que
transpirei como um animal. Parecia que tinha um chuveiro em cima da cabeça e
era sempre a pingar. Sempre a passar a toalha no rosto, mas não adiantava
grande coisa.
Quando cheguei ao balneário e vi o estado em estava a minha t-shirt,
completamente molhada, fiquei toda satisfeita. Lembrei-me de tirar foto, mas
como não estava só eu no balneário achei melhor não ter comportamentos que
pudessem constranger as outras pessoas. Mas pela pesquisa que fiz na net, já
percebi como é que isto tem de ser:
Dificuldades de ser mulher #9
Decisão: mudança de visual.
Há algum tempo, numa ida ao cabeleireiro, decidi fazer uma
mudança de visual mais arriscada. Cortei o cabelo em quase metade do comprimento,
com um estilo diferente e mudei bastante a cor (porque com a quantidade de
brancas que tenho é perentório pintar).
Acho que acontece com todas as mulheres, gostar de um
comentário por parte da pessoa que tem ao lado, de preferência positivo. Assim,
mal cheguei ao pé do meu marido estava à espera de um comentário, mas nada… Ok,
tudo bem!
Entretanto fui aos meus pais e mal a minha mãe me pôs a vista
em cima comentou logo a modificação, até o meu pai teceu comentário, mas o meu
marido mantinha-se impávido e sereno. Ok, tudo menos bem, mas bem ainda!
As horas foram passando, eu exibia-me, mexia no cabelo e
nada… Já estava a ficar tudo mal!
À noite, quando já não me consegui manter calada,
perguntei-lhe se não notava nada de diferente em mim. Ora, ele percebeu logo
que alguma coisa tinha sido modificada e com um ar muito concentrado “tirou-me
a ficha”. Passados alguns minutos, com ar de quem descobriu a pólvora diz-me:
Já sei! Já sei! Arranjaste as sobrancelhas!!!
Comentários para quê!? Acho que ele se enterrou muito bem
sozinho. Esta vai ficar registada por toda a eternidade.
Pequeno almoço alternativo
Habituada a duas possibilidades matinais: leite com cereais
ou leite com café e pão torrado.
Um dia destes foi dia de tentar uma alternativa. Resultou
bem e por isso partilho. Os ingredientes foram:
- uma mão cheia de Corn Flakes
- um iogurte natural (parte mais difícil de digerir porque
não é doce!)
- uma banana
- um kiwi
- bagas goji q.b.
- uma colher de mel
Como isto é tudo frio e a menina gosta de aquecer a tripa
pela manhã, acompanhei com uma caneca de chá preto. Li não sei onde que devido
à cafeína que o chá preto contém o metabolismo aumenta e por isso lá vai disto.
Fica a sugestão! Agora vou dedicar-me a inventar alguns
pequenos almoços…
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
16 anos sem Rui Pedro - 27.º aniversário
Existem coisas que são demasiado boas para serem descritas
por palavras e outras que são demasiado más.
A dor excruciante que faz parte da vida da Da. Filomena, do
Sr. Mendonça e da Carina é indescritível.
Depois de cerca de 16 anos, mais um aniversário, o 27.º.
Mais um aniversário em que não existe felicidade, alegria, partilha dentro
desta família. Mais um aniversário em que a dor dilacerante que é demonstrada
por esta mãe nos toca a todos, acredito que mesmo ao menos sensíveis.
A morte é um acontecimento doloroso, não queremos que
ninguém de quem gostamos desapareça. Mas se existe dor maior que essa é a
causada pela dúvida. Não saber, manter a esperança sem saber se pode estar
esperançada.
Estive algumas vezes, por momentos, com esta família, e o
sofrimento é visível em todas as circunstâncias. Por muito que não quisesse, o
facto é que nunca pude deixar de lembrar este menino cada vez que os vi. A
verdade é que não imagino aquilo com que a irmã do Rui Pedro deve viver.
A forma como este acontecimento moldou e limitou a vida destas pessoas.
Felizmente falo com total desconhecimento de causa. Sabemos
que não existe apenas o caso do Rui Pedro. Existem demasiados. Nem que fosse
único, já era demasiado. O caso do Rui Pedro teve grande mediatismo e a forma
como nos alertou para esta possibilidade mudou a minha maneira de ver algumas
coisas. Certos cuidados são redobrados, porque existe sempre aquela sombra.
Para mim, esta mãe, esta família, é um exemplo de força. E
continua a lutar ininterruptamente com este monstro que é o desconhecido, a dúvida
do que aconteceu ao seu filho. Acredito que assim será até ao dia da sua morte.
Este vídeo mostra o efeito que estes anos, que este aniversário,
tiveram nesta mulher.
Há coisas sobre as quais nem sabemos o que dizer. Esta é uma
delas.
Memórias #10 - Praxe
Numa altura em que tanto se fala de praxes decidi partilhar
memórias que tenho da minha.
O primeiro contacto que tive foi no dia 11 de Outubro de
2000. Como é que sei? Sei porque nesse dia ainda tinha 17 anos e no seguinte
completava os 18.
Fui com o meu papi tratar da inscrição no Curso de Gestão de
Empresas na Universidade Portucalense Infante D. Henrique. Estava na secretaria
quando me abordaram para confirmar a minha situação… caloira! E foram logo
doutores do meu curso!
O meu pai ainda teve pachorra para aguardar no carro
enquanto fui a uma sala “conhecer” alguns doutores e ter conhecimento de
algumas regras que iriam ditar os tempos mais próximos.
Automaticamente tornei-me amiga íntima da mascote do curso:
E até fui batizada pelo nome da mesma: Jurema
Nesse dia cheguei a casa com algum receio, mas também com
curiosidade. Já havia pessoas com quem simpatizava mais e outras que nem por
isso.
Depois disso vieram dias de grande desânimo. Sou do mais
tímido que existe à face da terra, e se ainda o sou hoje, imaginem como era com
18 anos. Tinha vergonha de levantar o olhar, falar para alguém, fazer alguma
pergunta, tudo… Era timidez ao mais alto nível. Isto naturalmente dificultou-me
a vida.
(Breve à parte: Era tão tímida, tão tímida, que na altura,
ainda namorava há pouco tempo com o RP quando estávamos na casa dele um dia à
tarde e ele estava com uma mão sobre a minha sobre a minha perna. A certa
altura comecei a ficar com a perna dormente, devido à posição em que estava,
mas não quis incomodar, tive vergonha de sequer mexer a perna, estica-la ou
qualquer coisa. Resultado? Quando me levantei quase que ficava estatelada no
meio do chão, a minha perna ficou feita plasticina. QUE VERGONHA!!! Disfarcei,
fiz que conta que não se tinha passado nada e quando cheguei a casa já quase
não conseguia caminhar. Dei cabo dos tecidos moles no tornozelo direito!
Ligaduras e muletas e ainda tenho dores hoje com alguns movimentos e mudanças
de tempo. Pronto, só para provar que era mesmo tímida!)
Até que um dia fomos praxados no Jardim de Arca D’Água. E
para dar a devida homenagem à mascote, uma vez que era sua homónima, insistiam
incessantemente comigo para cacarejar. Eu cacarejava baixinho e queriam que eu
cacarejasse alto. Não estava para isso, não sentia o espírito, não sei
explicar… Sei que de castigo me mandaram deitar na relva e pensar na vida. Estava
completamente fora do meu elemento, completamente desconfortável e com vontade
de desistir. Mas houve um doutor (Obrigada Poborsky!) que se aproximou de mim e
teve comigo uma conversa mano a mano. Disse-me que tudo o que faziam era para
nos integrar, que tinha de saber levar a coisa com o espírito da brincadeira,…
Depois daquele discurso todo disse-me para me levantar e ir
a cacarejar até ao outro lado do jardim e voltar. Assim fiz, só que cacarejava
baixinho. E só ouvia:
“Alto! Mais alto! Mais alto Jurema! Mais alto!”
Estão a ver um filme tipo Rocky, quando ele em combate
começa a relembrar imagens que lhe dão a força para vencer? Foi do género.
Comecei a relembrar e a interiorizar as palavras que o doutor me tinha dito…
respirei bem fundo e fiz um COROCOCÓ que eu acho que se ouviu na Universidade.
E aí aconteceu uma espécie de clique. Toda a gente aplaudiu e deu mais força e
continuei a cacarejar como se não houvesse amanhã.
Nesse dia encheram-me a mim e aos outros o cabelo de coisas
que devem ter variado entre iogurte e alho, passando por molhos e sei lá mais o
quê. Mas querem saber? Tive de entrar em 2 autocarros para voltar para casa e
vinha completamente orgulhosa (só com o devido cuidado para não encostar com a
cabeça em lado nenhum). Tive de lavar o cabelo umas 30 vezes, mas fi-lo de
sorriso no rosto.
Depois disso, houve o dia do pijama, em que todos devíamos
levar um pijama para vestir na universidade. Eu levei não só o pijama, mas
também uma chupeta e um peluche. No dia em que os homens se deviam mascarar de
mulheres e vice-versa, aprumei-me com pompa e circunstância. E tinha tantos outros
exemplos…
Como em tudo, havia os parvos obviamente, mas regra geral
acho que fui muito sortuda. Nunca me senti humilhada e poucas foram as coisas que
não fiz. Quando isso aconteceu, respeitaram-me. Obviamente não dizia que não a
tudo como vi alguns a fazer, mas tinha os meus princípios e limites.
Quando chegou a Queima das Fitas, chegou também a eleição do
Mister e da Miss Caloiro(a). Alguns doutores perguntaram-me quem achava que ia
ser. Disse logo que seria a D. – miúda mais gira, mais jeitosa e mais cheia de
pinta do grupo. Era das tais que dizia que não a tudo, mas para Miss o que
conta é o aspeto exterior; e o Mister seria o I. – miúdo mais porreiro,
divertido e com o D. faziam uma dupla de rir até cair. O Mister Caloiro foi o
que julguei que iria ser. A Miss Caloira acabei por ser eu. Eu? Miss Caloira?
Provavelmente a mais gorda do grupo…
Sim! É verdade! Mais tarde disseram-me que só podia ser eu, porque ninguém tinha
vivido a praxe como eu. Really???
É das coisas que me orgulho! Por todos os obstáculos que
tive de vencer, pela mudança que isso gerou em mim. E a verdade é que a mim me
facilitou o processo de integração.
Também me teria integrado sem a praxe, mas não teria estas
memórias. Felizmente tive muita sorte de não humilhada, não me sentir obrigada
a fazer nada que não quisesse. As mulheres são bem mais cabras, mas é muita
garganta. Lembro-me de me dizerem que quando fosse praxar ia ser lixada. Nunca
praxei.
Acho que praxe faz todo o sentido com regras e onde deve
imperar o bom senso. É como tudo, há pessoas a quem o poder sobe à cabeça e há
pessoas que julgam que podem tratar os outros como formigas ou pior. Não sou a
favor do fim das praxes, provavelmente pela experiência que tive. Acho que se
perdia a tradição e aquilo que significa, um espírito de grupo que se cria. Mas
a humilhação e a colocação em perigo da integridade física e psicológica de um
caloiro não faz sentido nenhum. Se houvesse alguma forma de controlar isso,
seria o ideal, porque abolir as praxes é na minha opinião anular uma parte
importante da vida académica.
O que aconteceu no Meco, para mim foi pura e simplesmente
crime. Tal como sei que acontece noutras universidades e isso sim, devia ser
abolido. As Universidades deviam incrementar o controlo destas situações,
deviam estar mais a atentas e aumentar a abertura para as pessoas que se querem
queixar sem serem retaliadas por isso. Acho também que ninguém devia ser praxado contra a sua vontade, ou ameaçado por não o querer fazer.
Mas é a minha opinião…
Geocaching – Cache #4
Na nossa visita a Lousada, não ficamos por uma cache. Ao
final da tarde fomos (um grupo menor) em busca de mais uma… O destino: Piscinas
Municipais de Lousada.
De destacar a dinamização turística deste concelho. Desde
edifícios a eventos culturais, parece-nos que Lousada é um exemplo a seguir.
Sem querer hiperbolizar, o orgulho que os seus moradores exibem ao falar da sua
terra, a proximidade entre as pessoas e o ambiente aberto a todos são provas de
que a autarquia sabe aproveitar as suas potencialidades e não será por acaso
que este é considerado o concelho mais jovem de Portugal e um dos mais jovens
da Europa.
Voltando às caches, quando chegamos ao destino encontramos
um grupo de jovens que parecia estar à procura do mesmo, mas não… Como sabemos
disfarçar muito bem, lanterna acesa e lá fomos nós. Vira e revira, espreita que
espreita, demorou bastante, mas o meu marido acabou por encontrar.
Homens que são homens, obviamente, mal encontraram a cache
caminharam dali para fora em direção a uma mesa para darmos lugar à abertura,
mas a mulher presente, única pensante, continuou mais algum tempo, armada em fiscal
de obras, a fazer de conta que procurava noutros lugares, para dar a entender
que não tínhamos encontrado nada.
Lá assinamos, voltamos a guardar e o RP diz que
disfarçadamente voltou a lá pôr a caixinha.
Depois tivemos direito a visita guiada e promoção desta
terra de boa gente e boa comida! (Obrigada M.!) É muito bom sentirmo-nos tão
bem recebidos, não só pelos amigos (esses recebem sempre bem), mas também pelo lugar.
Saldo: 4 caches feitas e vontade crescente de fazer mais!
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
Ginásio by morning #4
Depois de muitas asneirolas no fim-de-semana, a segunda
feira teve de começar com um treino para compensar (um bocadinho).
Batido matinal desta vez foi:
- Placa de Weatabix
- 1 cenoura
- 3 folhas de alface
- 8 líchias
- 1 maça
- sumo de 1 laranja e 1 limão
- 2 colheres de chá de sementes de linhaça
E desta vez descrevo a composição de um batido que não deve
ser replicado. Não sei se foi dos cereais que dão uma sabor muito intenso em
conjunto com as líchias ou que porcaria inventei, sei que foi muito mau.
Portanto se quiserem fazer um batido para a vossa manhã, por favor, não façam
este!
Depois do esforço para meter o preparado pela goela abaixo,
ginásio here I go! Cheguei lá cheia de pica e o sistema informático onde está
gravado o meu plano de treino estava indisponível. Sorte de um raio. Era a
terceira vez que ia cumprir a sessão e por isso ainda não estava completamente
memorizada. Fiz mais ou menos o que me lembrava, entretanto ficou disponível o
sistema e terminei de acordo com o definido.
Obviamente quando fui registar o fim de treino a parcela de
cumprimento do plano era muito pequenininha… mas eu sei o que fiz!
E podia ficar por aqui, era ótimo ficar por aqui a descrição
da minha experiência no ginásio, mas não! Eu trato sempre de inventar alguma
coisa para poder falar sobre ela… então finalizado o treino, o banhinho de
relaxamento e vestir-me para começar o dia de trabalho, certo? Errado!
Banhinho de relaxamento tomado, quando vou vestir-me
apercebo-me que trouxe tudo exceto as calças! Estás a gozar comigo? Não, não
estou! Estive durante uns 10 minutos esta conversa comigo própria (enquanto
também me chamava uns nomezitos) e mentalizei-me de que teria de arranjar uma
alternativa. Então estão a ver a minha figurinha a sair do balneário com a
parte de cima de trabalho e a parte de baixa de ginásio… Que raio de sorte mais
uma vez! Senti-me um verdadeiro pivot maluco do jornal da noite, em que
para cima estão de camisa e gravata e para baixo calças de ganga e ténis. Mas
consegui elevar isto a outro nível… Obviamente quando fui fazer o registo de
saída à receção senti-me na obrigação de justificar à funcionária que ainda ia
a casa vestir as calças que tinha esquecido, pois caso contrário, poderia
chamar alguém do Hospital Psiquiátrico Magalhães Lemos… E é isto… quando tudo
correr dentro da normalidade é que vai ser estranho.
Geocaching – Cache #3
No Sábado proporcionou-se uma ida a Lousada. Será que tem lá
alguma cache? Pois claro que tem!
Chegamos a casa de uns amigos e passados uns 5 minutos o RP
já lhes estava a tentar criar o bichinho do geocaching. Malta porreira e fácil
de convencer, uns com mais curiosidade que outros, a verdade é que após o
almoço lá fomos nós em busca da aventura.
Depois da barrigada a que tivemos direito, o mais difícil
foi mesmo fazer o percurso. Para ajudar à festa tivemos com uma subida ingreme
como o caneco, mas lá fomos para a Nossa Senhora do Loreto.
Chegados lá, e com espírito de grupo e cumplicidade que
entre nós já impera, começamos em busca da cache, para nós com o peso da
responsabilidade de lhes provar que não tínhamos lá ido para nada.
De destacar o entusiasmo da minha afilhada que parecia
perceber exatamente aquilo que estávamos a fazer e a alegria da minha sobrinha
que apesar de ainda não caminhar e por isso não poder participar diretamente
estava toda satisfeita.
Obviamente o especialista em investigação do grupo foi quem
deu com a abençoada caixa e ficamos todos contentitos.
Abrimos, assinamos e voltamos a repor. E já estavam 3 no
papo…
Memórias #9 Jessica Simpson - I Wanna Love You Forever
A música para mim funcionou como companhia
em todos os tipos de situações.
Quando estou feliz, quando estou triste,
quando estou frustrada, quando estou completa e concretizada. Quando quero
esquecer e quando quero lembrar.
Quero música no trabalho, em casa, nas
tarefas domésticas, no carro. E claro que também tive as minhas músicas da
paixão. Aquelas músicas que faziam o coração bater mais forte e até criavam umas
borboletas no fundo da barriga. Que me faziam sentir que era amor para toda a
vida, porque só quem sentia o que eu sentia é que amava verdadeiramente… mas
pronto já me estou a desviar do assunto.
Houve uma altura em que uma das músicas que
me fazia companhia quando queria pensar no amor era a “I wanna love you forever”,
da Jessica Simpson. Podia ser mais lamechas? Não, não podia, mas o amor é mesmo
assim, cheio de melaço e lamechice… J
Mas porque é que estou a contar isto?
Porque houve uma altura em que eu disse ao
RP: “Vou dar-te um conselho, quando eu estiver assim mesmo chateada, furiosa,
quase a saltar-me a tampa, cantas uma música. Mas não pode ser uma música
qualquer, tem de ser uma música que eu goste, que me faça sorrir! Se o fizeres
eu esqueço logo a chatice!”
Em minha defesa, aviso que na altura devia ter
uns 19 anos.
Ele guardou isto na sua cábula conjugal e num
dia em que estávamos a discutir (não me lembro porquê e nem interessa, mas
quase de certeza que eu tinha razão, porque sem mais nem para o quê), o RP no
seu melhor, saca da sua veia de cantor e canta-me o refrão desta música.
Tal como lhe tinha garantido, a minha cara
de chateada foi imediatamente sucedida por um sorriso lamechas e cheio de
melaço.
Já passaram mais de 12 anos, mas foi algo
que nunca esqueci. É mais uma para juntar ao nosso livro de memórias.
I Wanna Love You Forever
You set my soul at ease
Chased darkness out of view
left your desperate spell on me
Say you feel it too
I know you do
I've got so much more to give
this can't die, I yearn to live
Pour yourself all over me
and I'll cherish every drop here on my knees
Chorus
I wanna love you forever
and this is all I'm asking of you
ten thousand lifetimes together
is that so much for you to do?
'Cause from the moment that I saw your face
and felt the fire in your sweet embrace
I swear I knew.
I'm gonna love you forever.
My mind fails to understand
what my heart tells me to do
and I give up all I have just to be with you
and now I do
I've always been taught to win
and I never thought I'd fall
be at the mercy of a man
I've never been
now I only want to be right where you are.
Chorus
In my life I learned that heaven never waits, no
let's take this night before its gone like yesterday
'Cause when I'm with you
there's no where else that I would ever wanna be
I'm craving for the next second I can feel you loving me
Chorus
Forever (ooh)
I wanna love you forever
I wanna love
you, boy
domingo, 26 de janeiro de 2014
Geocaching - Cache #2
Com
o ânimo gerado por termos encontrado (até com facilidade) o primeiro cache,
corremos para a segunda paragem. E aqui não foi nada fácil. As pistas não
elucidavam, ou melhor, até elucidavam, mas a área disponível era muito grande.
Era
noite, estivemos de lanterna ligada, que desligávamos sempre que alguém se
aproximava, e quando estávamos quase a desistir, eu consegui descobri-la! Oh YEAHH!!!
Bem,
nem imaginam a alegria, mostrei o segundo cache ao RP com um ar de orgulho,
peito feito, e felicidade.
Lá
adicionamos a nossa marca, voltamos a pôr tudo direitinho, tal como estava e
deixamos no mesmo sítio.
Não
dá para descrever a sensação. Esta interação com as outras pessoas, fazer o
nosso registo, o espírito do grupo, a forma como as pessoas olhavam para nós
(porque fomos espetaculares a disfarçar!), tudo coisas positivas.
Depois
disso, lá voltamos ao sítio do primeiro cache e voltamos a pôr, quando já não
estava ninguém a ver…
Num
dia conseguimos reunir 2, mas eu quero mais… MUITO mais!
Se
encontrarem um com o endereço deste blogue, já sabem que fomos nós!
Se
quiserem juntar-se ao grupo, é só comunicar!
O
melhor disto tudo? Durante esta atividade não há problemas, preocupações,
negativismo… só sorriso no rosto! Aconselho MUITO VIVAMENTE!
sábado, 25 de janeiro de 2014
James Arthur - Impossible
Não é nenhuma memória obviamente! Apenas uma música que ouço com frequência na rádio e que me agrada bastante...
"I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love, I did
And you were strong and I was not
My illusion, my mistake
I was careless, I forgot, I did
And now, when all is done, there is nothing to say
You have gone and so effortlessly
You have won, you can go ahead, tell them
Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible
Falling out of love is hard
Falling for betrayal is worse
Broken trust and broken hearts, I know, I know
And thinking all you need is there
Building faith on love and words
Empty promises will wear, I know, I know
And now, when all is done, there is nothing to say
And if you're done with embarrassing me
On your own you can go ahead, tell them
Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
Tell them I was happy
And my heart is broken
All my scars are open
Tell them what I hoped would be
Impossible, impossible
Impossible, impossible
I remember years ago
Someone told me I should take
Caution when it comes to love, I did
Tell them all I know now
Shout it from the roof tops
Write it on the sky line
All we had is gone now
Tell them I was happy
And my heart is broken, oh, oh, oh, oh, oh
Hoped would be
Impossible (impossible), impossible (impossible)
Impossible, impossible"
Impossible (impossible), impossible (impossible)
Impossible, impossible
Geocaching – Cache #1
Não faço ideia do tempo que corri ou da
distância que percorri, mas também foi o menos importante. Este exercício foi
feito o tempo todo feito com um bruto de um sorriso nos lábios.
Não fazíamos ideia de que existiam estas
“coisas” espalhadas de forma aleatória em todas as cidades, em vários pontos… é
de loucos! Mas BOM!
Fomos procurar aquela que seria a primeira cache
das nossas vidas, a mais próxima da nossa casa, e claro que o RP a encontrou em
primeiro lugar.
Não consigo descrever a sensação de
encontrar aquele pequeno objeto… perceber que existia mesmo, que não era tanga.
Parecia magia ao vivo…
Estava eu eufórica, quase capaz de gritar
ao mundo a felicidade de termos encontrado aquela caixinha, e diz-me ele:
disfarça, andam aí muggles!
Oi? Mu… quê?
Muggles – pelos vistos, e em homenagem aos
filmes do Harry Potter, são as pessoas que não fazem ideia de que isto
acontece. Basicamente são os civis que não têm conhecimento desta “sociedade”
de descoberta e aventura!
Ah! Ok, disfarça! A minha única forma de
disfarçar é pôr o dedo indicador na zona no buço, como quem imita um bigode,
mas não deve ter adiantado grande coisa, Quando dou por ela estava uma senhora
(muggle) a olhar para nós com uma cara… sentia-me sob vigilância apertada como
se estivesse a cometer algum crime. Acho que esteve muito perto de chamar a
polícia para participar comportamentos estranhos. Acrescentamos a nossa marca e
tivemos de ir em busca da segunda descoberta antes de devolver a primeira ao
seu lugar.
sexta-feira, 24 de janeiro de 2014
Para esquecer... Linkin Park - In The End (Official Music Video)
Quando a cabeça insiste em trabalhar a ritmo
superior ao pretendido. Quando parece que vai haver uma explosão no cérebro.
Quando impera a confusão neural. Quando me apetece gritar, chorar e reclamar ao
mundo. Quando me apetece virar as costas e marimbar-me para tudo. Quando me
apetece entrar num avião qualquer e ir para bem longe, onde quer que seja.
Quando me apetece desligar de tudo e de todos… Para mim, uma forma de aliviar
este desenvolvimento das coisas: Parar de pensar em tudo e apenas dar atenção
ao que estou a ouvir.
superior ao pretendido. Quando parece que vai haver uma explosão no cérebro.
Quando impera a confusão neural. Quando me apetece gritar, chorar e reclamar ao
mundo. Quando me apetece virar as costas e marimbar-me para tudo. Quando me
apetece entrar num avião qualquer e ir para bem longe, onde quer que seja.
Quando me apetece desligar de tudo e de todos… Para mim, uma forma de aliviar
este desenvolvimento das coisas: Parar de pensar em tudo e apenas dar atenção
ao que estou a ouvir.
Este é um bom exemplo de terapia. Instruções:
ouvir com o volume no máximo!
ouvir com o volume no máximo!
[Chester]
It starts with one
It starts with one
[Mike]
One thing
I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To explain in due time
One thing
I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind
I designed this rhyme
To explain in due time
[Chester]
All I know
All I know
[Mike]
Time is a valuable thing
Watch it fly by as the pendulum swings
Watch it count down 'till the end of the day
The clock ticks life away
Time is a valuable thing
Watch it fly by as the pendulum swings
Watch it count down 'till the end of the day
The clock ticks life away
[Chester]
It's so unreal
It's so unreal
[Mike]
You didn't look out below
Watch the time go right out the window
Trying to hold on, to didn't even know
I wasted it all just to
You didn't look out below
Watch the time go right out the window
Trying to hold on, to didn't even know
I wasted it all just to
[Chester]
Watch you go
Watch you go
[Mike]
I kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually
Be a memory of a time when
I kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually
Be a memory of a time when
[Chester]
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
[Mike]
One thing, I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind I designed this rhyme
To remind myself how
One thing, I don't know why
It doesn't even matter how hard you try
Keep that in mind I designed this rhyme
To remind myself how
[Chester]
I've tried so hard
I've tried so hard
[Mike]
In spite of the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I'm surprised, it
In spite of the way you were mocking me
Acting like I was part of your property
Remembering all the times you fought with me
I'm surprised, it
[Chester]
Got so far
Got so far
[Mike]
Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore
Not that you wouldn't knew me, back then
But it all comes back to me
Things aren't the way they were before
You wouldn't even recognize me anymore
Not that you wouldn't knew me, back then
But it all comes back to me
[Chester]
In the end
In the end
[Mike]
You kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually
Be a memory
Of a time when
You kept everything inside
And even though I tried
It all fell apart
What it meant to me will eventually
Be a memory
Of a time when
[Chester]
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should've know
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should've know
I've put my trust in you
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should've know
Pushed as far as I can go
For all this
There's only one thing you should've know
[Chester]
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
I've tried so hard
And got so far
But in the end
It doesn't even matter
I had to fall
To lose it all
But in the end
It doesn't even matter
Vocês nem imaginam o que descobri… Geocaching
Segundo o meu marido, a intenção é a prática
de desporto de uma forma engraçada e com objetivos em mente. Claro que para
ele, fazer bem à saúde e queimar calorias não é motivação suficiente e depois
de alguma pesquisa mostrou-me aquilo que se tornou uma experiência espetacular.
(Obrigada!)
Geocaching basicamente é uma espécie de
fórum interativo, mas muito mais interessante que isso.
Querem que explique melhor?
Então é assim, primeiro tivemos
inscrever-nos (fizemo-lo como equipa) no sítio certo:
Depois, quando der vontade de partir à
aventura, de acordo com a nossa localização são-nos indicados pontos onde estão
os chamados caches.
De telemóvel em riste, aplicação com a
bússola e até algumas pistas de localização, partimos em ritmo de corrida, até
encontrarmos aquilo a que nos propusemos.
Esta foi a explicação que me foi dada e,
apesar de ter ido ao ginásio de manhã, bute lá… equipamento de corrida,
telemóvel pronto e lá fomos.
Cache, muggles, OPC,… todo um novo
vocabulário que passou a fazer parte da minha vida.
É para lá de divertido, desenvolve o espírito
de equipa, e fazemos desporto, tudo ao mesmo tempo. Aconselho vivamente! Quem
quiser vir experimentar connosco é só avisar!
Não te resisto
Quando te conheci não te prestei grande atenção. Quem estava
comigo começou logo com grande alarido, a dizer com furor que eras um
dos melhores, se não o melhor!
Não te conhecia, não apreciava muito o teu género e não te
dei grande valor, aliás, até achei feio e sem piada… isto durante alguns anos! Quando te dei uma oportunidade fiquei agradavelmente surpreendida, mas nada que me fizesse
lembrar-te com grande frequência.
O tempo foi passando e eu fui mudando, mas tu mantiveste-te
inalterado. Os meus gostos voltaram-se mais para o teu tipo e atualmente é raro
o dia em que não me chegas ao pensamento… no trabalho, em casa, penso demasiado
em ti. Apetece-me tanto dar-te uma trinca:
Imperado da Avianense, não há delícia maior que esta! (Pronto, está bem! Só se for marisco!)
Ser um bom exemplo
Não sou exemplo para ninguém, pelo menos no que se refere a
escolhas alimentares e estilo de vida (sedentarismo ao mais alto nível).
Apesar disso, e quem me acompanha sabe, há mudanças que
estou a tentar fazer na minha vida. Emagrecer é o objetivo principal, mas é
igualmente importante simplesmente habituar-me a ter um estilo de vida mais
saudável. Não quero de forma alguma chegar ao peso que idealizei e simplesmente
continuar com o que fazia antes destas mudanças, mas também me vejo
completamente incapaz de abdicar de uma jantarada de amigos em que como o que
me apetece.
Não, o que quero, é fazer disto que faço agora, o meu estilo
de vida. Hábitos alimentares mais corretos, prática de desporto regular, maior
bem estar em geral.
E sinto-me MUITO concretizada quando, através das
experiências que descrevo aqui no blogue
e outras pessoalmente, levo pessoas a tentarem seguir os meus passos.
A verdade é que muita da minha motivação veio e vem da
leitura que fiz, sobretudo de blogues. Começaram a criar este bichinho cá
dentro. E é espetacular deixar de ser a aprendiz e passar a ser um bom exemplo
que os outros querem seguir.
Aqui há tempos tive um almoço com um grupo de amigos e
partilhei com uma das pessoas a experiência que andavam a ser as corridas.
Passado algum tempo tive conhecimento de que essa pessoa (apesar de me ter dito
que “nem pensar”, “eu não consigo”) foi correr. Perguntei-lhe: “então, agora
andas dedicada às corridas?” e ela disse-me: “sim, e tu foste a minha
inspiração!”. Ei lá… assim até me sinto importante. Conseguir fazer esta
diferença na vida de uma pessoa dá-me uma satisfação enorme. Além de aumentar a
responsabilidade… porque não gosto/quero deixar os meus ficar mal, tenho de
manter ou melhorar o ritmo, e isto acaba por funcionar como numa relação, dou e
recebo na mesma proporção! Podia ser melhor?
Quem quer um carro
Não fossemos nós uns viciados no jogo, uma possibilidade de
ganhar alguma coisa é uma forma ideal de obterem o que querem!
Para mim, pior que nós só mesmo os chineses e os americanos.
Exemplo disso é a propagação, que considero viral, dos programas diários
na televisão portuguesa. Entre promessas que variam na possibilidade ganhar
100€ e 50.000€, ou até mais, todos os dias há programas em que metade da
duração é a alertar para o número de valor acrescentado e o prémio inerente a
que nos habilitamos se efetuarmos a chamada.
Tendo em conta tudo isto, o nosso governo achou por bem
recorrer a esta veia de jogadores que o povo português tem, para conseguir
aquilo que quer, ou seja, que todos os contribuintes peçam fatura com NIF preenchido em todas as
compras que efetuam.
Dizer que é a nossa obrigação não foi suficiente, dar o
benefício dos 5% do IVA foi quase uma afronta, entretanto passaram para 15% que
continua a ser pouco, mas não tão ridículo e agora ficam automaticamente
habilitados a ganhar um carro.
De acordo com a informação disponível no portal das
Finanças:
“A Autoridade
Tributária e Aduaneira (AT) vai atribuir, com uma periodicidade regular,
prémios aos consumidores que exigirem a emissão de faturas nas aquisições de
bens e serviços.
As características essenciais do sorteio são as seguintes:
i) São elegíveis as faturas emitidas a partir de 1 de janeiro de 2014;
ii) São elegíveis todas as faturas exigidas pelos consumidores, independentemente do setor de atividade, quer se refiram à aquisição de bens, quer de serviços, independentemente do benefício;
iii) Não são elegíveis as faturas relativas às aquisições efetuadas no âmbito de atividades empresariais, sejam elas comerciais, industriais ou agrícolas, mesmo que efetuadas por pessoas singulares, nem de atividades desenvolvidas no âmbito do exercício de profissões livres;
iv) O funcionamento do sorteio será muito simples, bastando aos consumidores exigirem a emissão de fatura com o seu número de contribuinte, para ficarem automaticamente habilitados;
v) Mantém-se o incentivo fiscal em sede do IRS, de 15% do IVA suportado nas faturas emitidas por empresas que exercem atividade nos setores da hotelaria e restauração, cabeleireiros e reparação de automóveis e de motociclos. As faturas emitidas por estas empresas habilitam, também os consumidores finais ao sorteio;
vi) A AT vai disponibilizar no Portal das Finanças, a cada consumidor, todas as faturas que lhe foram emitidas e comunicadas pelos comerciantes, mediante a inserção da respetiva senha de acesso;
vii) Será assegurada toda a confidencialidade e segurança relativamente aos dados recolhidos.
A implementação do sorteio e-fatura reforça o papel desempenhado por todos os cidadãos no combate à economia paralela e à evasão fiscal.”
As características essenciais do sorteio são as seguintes:
i) São elegíveis as faturas emitidas a partir de 1 de janeiro de 2014;
ii) São elegíveis todas as faturas exigidas pelos consumidores, independentemente do setor de atividade, quer se refiram à aquisição de bens, quer de serviços, independentemente do benefício;
iii) Não são elegíveis as faturas relativas às aquisições efetuadas no âmbito de atividades empresariais, sejam elas comerciais, industriais ou agrícolas, mesmo que efetuadas por pessoas singulares, nem de atividades desenvolvidas no âmbito do exercício de profissões livres;
iv) O funcionamento do sorteio será muito simples, bastando aos consumidores exigirem a emissão de fatura com o seu número de contribuinte, para ficarem automaticamente habilitados;
v) Mantém-se o incentivo fiscal em sede do IRS, de 15% do IVA suportado nas faturas emitidas por empresas que exercem atividade nos setores da hotelaria e restauração, cabeleireiros e reparação de automóveis e de motociclos. As faturas emitidas por estas empresas habilitam, também os consumidores finais ao sorteio;
vi) A AT vai disponibilizar no Portal das Finanças, a cada consumidor, todas as faturas que lhe foram emitidas e comunicadas pelos comerciantes, mediante a inserção da respetiva senha de acesso;
vii) Será assegurada toda a confidencialidade e segurança relativamente aos dados recolhidos.
A implementação do sorteio e-fatura reforça o papel desempenhado por todos os cidadãos no combate à economia paralela e à evasão fiscal.”
Entretanto já ouvi de tudo. Pessoas que nem querem saber,
não estão para o trabalho e nunca pedem faturas com preenchimento do número de
contribuinte. Pessoas que apenas pedem faturas dos setores previamente
estabelecidos para obtenção do benefício fiscal. Pessoas que pedem todas as
faturas com os dados necessários à habilitação do prémio e do benefício.
A verdade é que nunca ouvi ninguém dizer que vai pedir
fatura com NIF porque é a sua obrigação como cidadão.
Assim sendo, nesta altura do campeonato, a principal questão que se coloca é: Que carros serão sorteados? São novos? São resultado de execuções fiscais? Têm
requisitos mínimos?
Quanto a mim, mantenho a mesma postura de sempre. Toda a
gente tem a obrigação de emitir fatura (é obrigação do prestador de serviço ou fornecedor emiti-la independentemente do cliente a pedir) e conforme o valor peço o preenchimento
dos meus dados pessoais. Podem chamar-me ridícula e completamente
despropositada, mas não me agrada que umas pessoas quaisquer saibam exatamente
quanto é que gastei em quê. Todos os meus rendimentos são declarados e não
tenho nada a esconder, mas já não basta as scuts para saberem quase tão bem
como eu por onde ando? Com o preenchimento dos meus dados em todas as
compras, sabem as minhas finanças. Não me agrada. Privacidade é uma coisa que
valorizo e da minha vida só tenho de saber eu.
Vamos aguardar os próximos capítulos desta novela!
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