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sexta-feira, 18 de novembro de 2016

Delícias da maternidade #7



Ser mãe não é fácil. Quem o possa ter dito algum dia só podia estar sob o efeito de alguma substância estranha. 

Nunca mais se dorme como antes, existe uma preocupação constante, birras inesperadas, sopas e papas por todo o lado, babetes e brinquedos aos montes, tudo desarrumado, nunca mais nada é como dantes… todo um sem fim de “contras” nesta decisão de ser mãe.

Depois há momentos em que sinto o mundo nas mãos, em que tudo vale a pena e todas são dificuldades são poucas para viver um momento assim.

A L. não é miúda de grandes mimos. Está educadinha para dar beijinho à partida e à chegada, ao acordar e ao adormecer, mas à parte disso, e até mais por rebeldia que outra coisa, nega 95% das vezes um mimo ou um beijo. Gosta mais de andar pelo ar, a correr, a gargalhar com cócegas…

Até que o inesperado acontece.

E chega mais um dia, como quase todos os outros, em que depois de tudo feito a deito na cama, a cubro com os cobertores, a beijo na testa, lhe dou um beijinho à esquimó e venho embora.

Entretanto começa a guinchar, a chamar a atenção e lá vou eu voltar a deita-la, voltar a cobri-la e dar-lhe dois mimos no rosto…

E aqui é onde a magia acontece!

É quando ela estica a mãozita e imita o que a mãe lhe está a fazer. Me acaricia a face e me faz levitar. Uns segundos de magia, um momento só nosso, uma memória que nunca quero esquecer.

Aquela miúda tem um capacidade extraordinária de me inchar o coração e fazer-me sorrir. 

Só consigo pensar que a adoro e que tudo vale a pena para viver um momento destes. O mundo torna-se um lugar melhor e eu derreto-me em segundos.

Ser mãe não é fácil. Mas que vale a pena lá isso vale.

terça-feira, 8 de novembro de 2016

2 anos sem ti



Há quem consiga dizê-lo melhor que eu. Desde a primeira vez que ouvi esta música (tal como a See you again, de Wiz Khalifa ft. Chalie Puth) senti que dizia muito do que queria dizer. 

E por isso, hoje, no dia em que faz dois anos que o meu maninho me foi roubado cedo demais exponho-me através de palavras que não são minhas mas que traduzem muitos dos meus sentimentos:

Agora sei que me estás a ouvir
Entre as estrelas vens me ensinar a sorrir
Porque agora sei - estás onde és feliz
Vemo-nos por ai
... Tu foste demasiado cedo
Nem uma pomba branca
Eu tou aqui com nó de marinheiro na garganta
Eu disse Deus para te guardar
Mas foi tudo tão veloz, uns dizem que morreste
Eu digo que tu vives em nós
E por mais que se fale os sacrifícios são teus
Enquanto ao resto ninguém sabe
Infindáveis são os desígnios de Deus
Eu espero que o céu receba as minhas palavras
De revolta não há lágrimas que eu verta que te possam
Trazer de volta
Tantas lições que eu retiro ao recordar e ver a vida
Se escapar de ti num último suspiro
(…) E todos juntos em circo fizemos uma prece
Pedindo aos anjos para virem fazer morada ao teu redor
Para te pouparem, te levarem daqui para um lugar melhor

(…)

Minha vida nada tem de especial
Comparada com a luta que tiveste naquela cama de hospital

Embora esperada a tua ida não tem nexo
(…)
Tinhas os dias contados hoje eu sei que eles eram poucos
Guardaste isso contigo só para nos poupar a todos
E no fundo eu agradeço esse heroísmo
Entre alegria de viveres e a dor de te ter perdido
Uns recordam o teu sorriso, outros o feitio
Ao lembrar de ti apenas choro tudo o que eu contive
Em conversas contigo eu peço que olhes por mim
E por todos os que rezam e também pensam em ti
Sei que não querias tristeza cada lágrima é uma dívida
Quando eu te vir cobra-me com um choro de alegria
Uma coisa eu te prometo, sempre que se faça dia
Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida

(…)
(Entre as Estrelas, Jimmy P. e Diogo Piçarra)


terça-feira, 1 de novembro de 2016

Halloween com outro sabor

Só para dizer que o Halloween foi bom e um feriado sabe sempre bem!

Só foi pena o mau feitio da vampira de serviço durante o feriado todo...

domingo, 30 de outubro de 2016

A pressão dos primeiros 18 meses



Já passaram 18 meses? Minha nossa senhora das rabanadas (que está quase a chegar o Natal) daqui a nada está a pedir-me para ficar a dormir em casa de uma amiga. E depois vai ser uma saída com amigos. E depois… Respira S., respira…

Vamos por partes. Nunca tinha pensado nisso até ser mãe mas acho que ser uma fedelha de 18 meses não é fácil.

Uma cachopa nasce e é esperado que venha a saber mamar. Mais fácil ou dificilmente acaba por lá chegar e desenrasca-se para matar a fome – instinto de sobrevivência.

Dali a nada toda a gente se quer sentir especial e pretende, a qualquer esforço, que a miúda se ria. E toda a gente acha que aquele sorriso foi só para si.

Lá vai sorrindo. 

Mas entretanto toda a gente a quer ver comer sopa.

E papa.

E fruta.

E uma carne de porco com feijão e grelos, uma broa e um pudim abade de priscos para adoçar no final. Porque não um chupa com aquele açúcar ácido por cima – se é para comer que seja tudo a que tem direito.
Mas não basta que coma. Tem de comer sozinha.

Desenrasca-se. Com as mãos, com os dedos em pinça, com a colher. Alimentação alinhavada – só falta dar-lhe mais um cozidinho à portuguesa e um pratinho de rancho e a felicidade era plena.

Tem de caminhar. Sozinha obviamente.

E se demora mais um pouco – no tempo que só a ela pertence - há quem quase considere a hipótese de uma deficiência.

Caminha.

E tem de falar. Porque o ditado diz: aos 1 andará, aos 2 falará. (então esta lengalenga é capaz de me levar aos píncaros da fervura interior)

…. E continua por aí fora numa montanha russa de exigências, de estímulos, de opiniões.

Com quase 18 meses falam em fralda e chupeta.

E eu penso: f*2@-”€. E deixarem a miúda em paz. A minha vontade: que todo esse ruído se reduza – espetacular mesmo era a extinção.

Fazem da miúda um macaquinho do circo que tem de fazer as exibições solicitadas. Como se não tivesse vontade própria. Ou tempo próprio.

Acho que o tempo dela tem de ser respeitado. Não é meu desejo que ela seja precoce. Quero que ela faça as coisas dela no tempo dela. Irei sempre estimula-la de acordo com a minha opinião e com os conselhos de quem reconheço legitimidade. 

Não quero saber quem começou a caminhar aos 2 meses e palitou os dentes aos 3. Por mim até podem fazer maratonas aos 8 meses e descobrir a cura de alguma doença aos 10 meses. Mas deixem a pequena em paz.

As pessoas preocupam-se tanto com aquilo que ela faz, e com comparações, que se esquecem de aproveitar o tempo com ela. 

Para já eu só quero saúde, gargalhadas, e espontaneidade.

Ah, um bocadinho de bom feitio e obediência também vinha a calhar.

O mais importante são estes 18 meses que tive oportunidade de partilhar com ela. São as conquistas que agora parecem muito longínquas. São as alegrias e a cumplicidade que partilhamos. São o maior e melhor amor jamais conhecido.