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quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Eeeeeeeeeee… Zumba!



Já cheguei à conclusão: crossfit é a minha cena. Gosto mesmo daquilo e não há nada a fazer.

Há dias em que regresso a casa feliz e contente porque tive uma evolução (eh pá, já consigo fazer isto???? Oh yeah!!!) e outros há em que venho quase de lágrima no olho porque me sinto frustrada por não conseguir isto ou aquilo (e daquelas aulas em que parece que não sai nadinha é melhor nem falar).

A verdade é que sinto sempre aquela sede de mais e mais; de evoluir ao meu ritmo, de aguentar mais um segundo numa elevação, de conseguir mais um burpee num minuto, de levantar mais 1Kg na barra. E sinto-me muito satisfeita com isto.

Mas, e há sempre um mas, sinto falta de uma coisa: dança. Sempre fui aficionada por esta modalidade. As danças de salão fizeram parte da minha vida durante alguns anos, tenho um workshop de Kizomba no currículo, e fui aluna assídua na aula de ritmos no ginásio (até despedirem o professor e terminarem com ela). Depois disso só mesmo com a playstation; fiz questão de investir em alguns jogos de dança e pronto.

Entretanto passaram anos sem fazer o gosto à perna. Comecei a frequentar a musculação e a treinar corrida/caminhada e ficou de lado esta paixão. Sobretudo por uma questão de gestão do tempo a dança ficou ali encostadita mas sempre a relembrar-me do quanto já me fez feliz. Para já é impossível para mim incluir uma ida semanal ao ginásio para ter aulas de dança e rendi-me às evidências: fica para outra altura.

Um dia destes, calhou em conversa, e uma amiga desafiou-me para uma super aula de zumba. Só tinha feito uma aula, uma vez, e tinha praticado em frente à televisão na companha da PS, mas mal ela me falou no assunto senti o formigueiro do entusiasmo.

Os dias que antecederam o do evento foram de caixão à cova e no dia acordei sem vontade nenhuma mas decidi não dar parte fraca. E não podia ter tomado melhor decisão. Mais de 2 horas de diversão ao melhor nível: o corpo a mexer, a cara sorrir, o coração a levitar.

Gostei tanto mas tanto que nem percebi como considerei a hipótese de não comparecer.

Posso não ir todas as semanas mas venham novas oportunidades, como esta, e estarei lá.

Zumba com isso!!!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

2 anos sem ti



Há quem consiga dizê-lo melhor que eu. Desde a primeira vez que ouvi esta música (tal como a See you again, de Wiz Khalifa ft. Chalie Puth) senti que dizia muito do que queria dizer. 

E por isso, hoje, no dia em que faz dois anos que o meu maninho me foi roubado cedo demais exponho-me através de palavras que não são minhas mas que traduzem muitos dos meus sentimentos:

Agora sei que me estás a ouvir
Entre as estrelas vens me ensinar a sorrir
Porque agora sei - estás onde és feliz
Vemo-nos por ai
... Tu foste demasiado cedo
Nem uma pomba branca
Eu tou aqui com nó de marinheiro na garganta
Eu disse Deus para te guardar
Mas foi tudo tão veloz, uns dizem que morreste
Eu digo que tu vives em nós
E por mais que se fale os sacrifícios são teus
Enquanto ao resto ninguém sabe
Infindáveis são os desígnios de Deus
Eu espero que o céu receba as minhas palavras
De revolta não há lágrimas que eu verta que te possam
Trazer de volta
Tantas lições que eu retiro ao recordar e ver a vida
Se escapar de ti num último suspiro
(…) E todos juntos em circo fizemos uma prece
Pedindo aos anjos para virem fazer morada ao teu redor
Para te pouparem, te levarem daqui para um lugar melhor

(…)

Minha vida nada tem de especial
Comparada com a luta que tiveste naquela cama de hospital

Embora esperada a tua ida não tem nexo
(…)
Tinhas os dias contados hoje eu sei que eles eram poucos
Guardaste isso contigo só para nos poupar a todos
E no fundo eu agradeço esse heroísmo
Entre alegria de viveres e a dor de te ter perdido
Uns recordam o teu sorriso, outros o feitio
Ao lembrar de ti apenas choro tudo o que eu contive
Em conversas contigo eu peço que olhes por mim
E por todos os que rezam e também pensam em ti
Sei que não querias tristeza cada lágrima é uma dívida
Quando eu te vir cobra-me com um choro de alegria
Uma coisa eu te prometo, sempre que se faça dia
Não lamento a tua morte, mas celebro a tua vida

(…)
(Entre as Estrelas, Jimmy P. e Diogo Piçarra)


sexta-feira, 13 de maio de 2016

Tem mesmo de ser assim?



Veio uma onda e molhou-te as pontinhas dos pés.
Depois dos banhos que já levaste o que são uns deditos molhados?
Mas aquilo que era uma ondinha transformou-se num tsunami.
O mar foi ganhando força e vai-te atacando uma vez atrás da outra.
Assisto, incapaz, ao constante abalroamento injusto.
Como é que um dia solarengo se transformou nesta tempestade?
Como é que aqueles que estão sempre a ajudar a nadar e ultrapassar as suas próprias ondas têm de levar constantemente com estas provações?
Não devia ser assim…
Tem mesmo de ser assim?
Acreditamos no que queremos e podemos e nos deixam.
Lutamos, nadamos, corremos, respiramos…
Respiramos? Ou estamos em constante aflição?
Não é justo – não devia ser assim…
Tem mesmo de ser assim?
Vou deixar a minha mão aqui. Vai estar aqui sempre. É tua. 
Podes agarra-la, aperta-la, chora-la… mas usa-a.
Sei que vais ser uma lutadora exemplar, sei que vais ganhar. É o único desfecho.
Vais nadar… vai cansar… mas é a vida. E há vidas muito importantes.
Para mim a tua é uma delas.