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quarta-feira, 24 de maio de 2017

A seguir ao trauma I vem o trauma II



Nesta trilogia de: As porras que inventam para eu tentar executar vezes sem conta, depois da aventura que tem sido aprender a saltar à corda, foi-me proposto um novo desafio. 

Numa bela madrugada, cerca das 7horas da matina o coach disse que era dia de investirmos numa nova skill.

Sim senhor, acho muito bem, sempre a evoluir, a aprender coisas novas, etc e tal. Tudo muito impecável até ao momento em que nos disse do que se tratava.

Fazer o pino!

Mas que raio de brincadeira vem a ser esta? Quer-se dizer: começamos com o salto à corda – senti-me uma chavalita de 5 anos, com a mobilidade de uma velha de 70, a tentar passar a porra de fio por baixo dos pés (sem lá ficar engatado) – e agora o pino? O PINO? Não me chega ficar quase capaz de chamar a TVI para noticiar o facto de conseguir saltar 30, 40, 50 vezes consecutivas?

Andava a ficar satisfeita? Então lixo-me e viro-me ao contrário.

Voltámos à primária - é o que é! E vou ter mais uma experiência de: não sei o que andaste a fazer em miúda mas podias ter aproveitado para aprender alguma coisa que te fizesse evitar estas figuras tristes.

A minha primeira reação: gostei muito deste bocadinho, não saí da cama para isto, tenciono voltar para lá, fim de brincadeira. Foi bom enquanto durou mas é preciso saber quando é o momento de parar.

É que ainda por cima nesse dia tinha travado uma verdadeira luta com o meu outro eu: vamos lá, tenho de treinar!; Nãaaaaaoooooooo, tenho muito sono!; anda lá pá! És uma mulher ou um rato?; Mas eu preciso de descansar – já li não sei onde que dormir ajuda a emagrecer!; Vai lá antes que me chateie e isto não fique bonito!; Ok, mas aviso-te já que hoje vai ser dia de ver o mundo ao contrário! (o meu outro eu não me avisou acerca disto mas podia ter avisado).

Pino… pino! Nem nas minhas piores imaginações.

Ok S, vamos lá! Cabeça para baixo, apoiada numa almofada com um termo técnico que agora não me lembro, vais caminhando em direção à parede até as costas encostarem à parede e depois, pozinhos de perlimpimpim, levantas os pés e encostas à parede. E isto é parte fácil porque a ideia é fazer flexões em pino (isto anda tudo doido!!!).

E eu só pensava: eu não estou preparada psicologicamente para isto. Eu não consigo. Que raio de treta lembrarem-se de fazer o pino no crossfit! Eu não saí da cama para isto.

1.ª tentativa, 2.ª tentativa,…, 10.ª tentativa. 

“Ah, e tal, queres que te segure as pernas? É só mesmo isso que falta para conseguires!”

Ah e tal, se quiseres ver um lado agressivo de mim tenta! Não vais segurar pois não?

“Ah, e tal, ainda é de manhã e não quero arriscar a levar um pêro!”

Lindo menino!

Não sei quantas vezes tentei. Mas sei que não consegui nenhuma. E também não tive de bater em ninguém. Mas parece-me que este filme não vai ficar por aqui.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Oficialmente aberta



A época dos jantares de natal. E das canecas de chá no dia seguinte.

Se o natal fosse só o 24 e o 25 o stress não era grande. E o problema não são esses dois dias. São todos os outros.

Dois meses antes começam os jantares: do trabalho, dos amigos, dos amigos próximos, do ginásio, do clube de leitura e do crochet.

É preciso experimentar 1, ou 10, doces que pensamos para o natal. Para não correr riscos experimenta-se. E depois quem come? Eu sei que estragar é pecado! Não me digam isso a mim – digam à balança.

Chega o 24 e pumba com as rabanadas, sonhos, bolo rei (tradicional, frutos secos, chocolate, gila,… porque, meus caros, o bolo rei tradicional em exclusivo já teve o seu tempo), pão de ló (o tradicional e o de ovos moles), o pudim, os formigos, os bilharacos, os queijos e mais 10 ou 20 iguarias que nos tenha passado pela mente – tirando os outos tantos que andamos a experimentar para repetir aqui.

“Ai que é tanta coisa!! Não era preciso! É um exagero! E agora, quem vai comer isto tudo?” Já sei que estragar é pecado. E a lontra trata de aspirar todos os restos e indícios de que o natal passou pela mesa de jantar.

Ah! Espera aí? É amanhã a passagem de ano? Tem de se comemorar devidamente: com rabanadas e sonhos e bolo rei e rainha e um abade de priscos e… e… e… 

E a balança é esquecida! É atirada diretamente para o dia 2 de janeiro. Dia de ir à balança, deitar as mãos à cabeça e tratar da inscrição no ginásio. Mas não sem antes voltar a morfar tudo o que possa existir pela casa e que lembre as festas.

Resolução de ano novo: não cair neste ciclo vicioso no próximo natal.

Entretanto os ginásios enchem os bolsos (que também precisam) porque o pessoal decidiu todo tornar-se o modelo perfeito da saúde em Portugal e arredores. Ideia que geralmente dura uns 15 dias a 1 mês (na loucura). Depois disso a inscrição fica esquecida, mas o débito direto mantém-se, até à operação Verão para ter um corpo lindíssimo na Praia de Leça da Palmeira.

Agora peguem na calculadora e vejam quantos dias/semanas andam a trincar. E pensem em quantos Kgs isso se deverá traduzir na balança. E reduzam à lista de doces e salgados e porras e tretas.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump ao poder… só me dá vontade de me benzer



Devem andar para aí porcos de bicicleta – eu é que não os vejo.

Nunca, em momento algum, por mais bêbada que pudesse estar, consideraria Trump na Casa Branca. Mas as bruxas existem e os porcos andam de bicicleta.

Foi com perplexidade que, esta manhã, soube que a maior potência mundial vai ficar nas mãos de uma pessoa mimada, desequilibrada, extremista. E hoje fiquei com a sensação de ser colocada num daqueles tabuleiros de jogo – mais precisamente a batalha naval. Lembram-se de fazermos os quadradinhos e tentarmos acertar? Pois, é isso.

A tendência para a extrema direita que o mundo começa a mostrar (com a devida exceção para Portugal) assusta-me de uma forma tremenda. 

Aquelas minorias meio toupeiras – como os racistas, misóginos, xenófobos – ganham um novo alento, uma nova força, que os faz crescer e sair do buraco. Grupos como os KKK ganham uma nova legitimidade atribuída por estas eleições que lhes permite irem além dos limites que anteriormente estabeleceram. E ninguém pensa nisto? 

Quando a tendência é para globalizar vem alguém falar em muros mais altos que o raio que o parta e o povo vota nele? Um candidato que incita a violência, os fins a qualquer preço, merece a eleição?

Esquecem assim tão depressa a segunda guerra mundial?

Não sei o que se passou na cabeça dos americanos mas coisa boa não foi. Todos percebemos que a esperança já não é o que era, que não há gente honrada em cargos de poder, que a política é um cancro. Mas optar pelo extremismo, pelo desrespeito, pelo capricho é mau demais para ser verdade. 

Em abono da verdade a Hillary não era lá grande alternativa. Por trás daquela cara de dona de casa arranjada e mulher exemplar estão guardados segredos que mais vale não desvendar. Ainda assim, a sério que o Trump é melhor?

Até o “Piloto” ficou boquiaberto. Como já adivinhava esta merda toda achou melhor entregar-se. Já estava tudo perdido e já por isso…