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quarta-feira, 14 de dezembro de 2016

Oficialmente aberta



A época dos jantares de natal. E das canecas de chá no dia seguinte.

Se o natal fosse só o 24 e o 25 o stress não era grande. E o problema não são esses dois dias. São todos os outros.

Dois meses antes começam os jantares: do trabalho, dos amigos, dos amigos próximos, do ginásio, do clube de leitura e do crochet.

É preciso experimentar 1, ou 10, doces que pensamos para o natal. Para não correr riscos experimenta-se. E depois quem come? Eu sei que estragar é pecado! Não me digam isso a mim – digam à balança.

Chega o 24 e pumba com as rabanadas, sonhos, bolo rei (tradicional, frutos secos, chocolate, gila,… porque, meus caros, o bolo rei tradicional em exclusivo já teve o seu tempo), pão de ló (o tradicional e o de ovos moles), o pudim, os formigos, os bilharacos, os queijos e mais 10 ou 20 iguarias que nos tenha passado pela mente – tirando os outos tantos que andamos a experimentar para repetir aqui.

“Ai que é tanta coisa!! Não era preciso! É um exagero! E agora, quem vai comer isto tudo?” Já sei que estragar é pecado. E a lontra trata de aspirar todos os restos e indícios de que o natal passou pela mesa de jantar.

Ah! Espera aí? É amanhã a passagem de ano? Tem de se comemorar devidamente: com rabanadas e sonhos e bolo rei e rainha e um abade de priscos e… e… e… 

E a balança é esquecida! É atirada diretamente para o dia 2 de janeiro. Dia de ir à balança, deitar as mãos à cabeça e tratar da inscrição no ginásio. Mas não sem antes voltar a morfar tudo o que possa existir pela casa e que lembre as festas.

Resolução de ano novo: não cair neste ciclo vicioso no próximo natal.

Entretanto os ginásios enchem os bolsos (que também precisam) porque o pessoal decidiu todo tornar-se o modelo perfeito da saúde em Portugal e arredores. Ideia que geralmente dura uns 15 dias a 1 mês (na loucura). Depois disso a inscrição fica esquecida, mas o débito direto mantém-se, até à operação Verão para ter um corpo lindíssimo na Praia de Leça da Palmeira.

Agora peguem na calculadora e vejam quantos dias/semanas andam a trincar. E pensem em quantos Kgs isso se deverá traduzir na balança. E reduzam à lista de doces e salgados e porras e tretas.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e vinho



Dia de São Martinho. A caminho do colégio avisei a miúda: hoje de manhã bebeste leite porque é dia de castanhas e um copo de vinho (é importante definir quantidade senão ela é sempre a aviar). 

Para mim, apesar de gostar muito de castanhas, basta ser sexta feira para ficar satisfeita. Foi uma semana que me deixou de rastos e por isso só quero alapar no sofá sem pensar que às 6 da matina o despertador vai tocar. Hoje já estava capaz de espetar com o telemóvel contra a parede tal era a minha vontade de enfrentar mais um dia de trabalho.

Falando de coisas importantes... De vinho não vale a pena falar que já toda a gente sabe que é bom. Quanto mais melhor, na maioria dos casos, pois deixa a malta faladora e bem disposta. Quanto às castanhas são uma excelente comemoração de um dia. 

Antes de nos atestarmos de sonhos e rabanadas vamos começar pela castanha, assada ou cozida, que não faz quase mal nenhum. Quase nenhum… porque perfume desagradável é coisa para não faltar em território nacional. O grande mal do consumo das castanhas é mesmo a flatulência – coisa que não afeta as senhoras, ladies, mas sim os homens. Espalham odor a torto e a direito e dão cabo do olfato do povo todo.

Hoje vou experimentar um método diferente para as assar. Promete facilitar em muito a descasca do bicho (tarefa árdua mas que vale a pena para o consolo obtido). Não sou gulosa portanto partilho o resultado da minha pesqusisa:

Começar por fazer cortes em cruz nas meninas todas. Convém um corte profundo para facilitar que a pele se descole do miolo. Colocar as castanhas todas de molho em água quente durante uns minutos. Levar ao forno pré aquecido a 180ºC num tabuleiro com sal. Deixar cozinhar, a casca deverá começar a encarquilhar, e está pronto a comer.

(Nota: convém tratar das castanhas antes de se dedicarem ao vinho.)

Diz que se fura o pipinho, mata-se o porquinho, semeia-se o cebolinho,… mas basicamente:

No São Martinho come-se castanhas e bebe-se vinho.

terça-feira, 1 de novembro de 2016

Halloween com outro sabor

Só para dizer que o Halloween foi bom e um feriado sabe sempre bem!

Só foi pena o mau feitio da vampira de serviço durante o feriado todo...

segunda-feira, 23 de junho de 2014

E porque é S. João



Oh S. João,
Meu S. Joãozinho,
Passa-me aí uma sardinha,
E uma copada de vinho.

A sardinha está muito cara,
É melhor me virar para o entrecosto.
O que interessa é a copada de vinho,
Que assim não há desgosto.

Não sei porquê,
Mas este ano sinto-me com espírito mais festivo,
Oh meu rico S. João,
Anda daí até isto se tornar exaustivo.

Uma boa companhia,
Sardinha, broa e vinho.
O entrecosto também pode vir.
Desde que venha acompanhado por um bom Alvarinho.

Ah, já me esquecia!
Depois quero um balão.
Vou lança-lo ao céu,
E vê-lo a subir junto do meu coração.


Um excelente S. João para todos!