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terça-feira, 11 de julho de 2017

Detox por um dia - A aventura



Ontem acordei iluminada. Achei que seria uma excelente ideia percorrer um dia com alimentação detox. Nunca o tinha feito, apesar de há já algum tempo ter vontade, e por isso foi um desafio desconhecido.

1.º passo dado – decisão tomada.

Facilmente tracei o plano alimentar e decidi mais ou menos aquilo que me ia acompanhar nesta aventura. O site da Iswari foi uma grande ajuda para além de alguns produtos que já havia adquirido no site.

Tudo a postos e… partida!

Em jejum:
- 1 copo de sumo de maçã (cerca de 150ml)
- 1 colher de chá de erva de trigo


Até aqui pacífico, bebe-se bem, e a motivação estava em alta.

Pequeno almoço:
- espinafres (2 mãos cheias)
- 2 maças
- 1 kiwi
- 1 pedaço (cerca de 1/3) de pepino
- sumo de ½ limão
- sumo de ½ lima
- 1 pera
- 1 talo de aipo
- 1 colher de chá de ómega 3
- 1 colher de chá de spirulina
- 1 colher de chá de clorela
- água q.b.

Cortar a fruta em pedaços e colocar todos os ingredientes no liquidificador. Ralar cerca de 2 minutos está pronto.
O cor do produto final foi assustadora. Foi a primeira vez que pensei: “no que é que me fui meter?”, mas não podia desistir à partida. Inicialmente com o nariz tapado ingeri parte do batido. Percebi que afinal a aparência enganava e não era nada mau. Bebi tudo sem stress, apesar da quantidade imensa, e fiquei bem saciada. 


Até aqui, so far so good!

Almoço:
Antes de almoçar, enquanto preparava a refeição, mais uma bebida refrescante (e verde!!!):
- 1 copo de sumo de maçã e limão
- 1 colher de chá de spirulina
- 1 colher de café de clorela

A esta hora já tinha fome pelo que esta mistura foi ingerida com facilidade mas sem grande piada.

O almoço propriamente dito foi, como não poderia deixar de ser, uma salada:
- alface
- 1 cenoura
- 1 lata de cogumelos (acho que teria resultado melhor cogumelos frescos mas não tinha em casa)
- 1 pepino
- 1 abacate


O molho para regar a salada foi preparado com:
- sumo de 1 limão
- azeite q.b.
- alho em pó
- sal
- orégãos

Juntar tudo num copinho e agitar bem. Fica uma vinagreta sem vinagre bem agradável.

Para acompanhar um sumo do bem:
- 2 maçãs
- 1 mão de mirtilos
- 2 ameixas
- 1 pera
- 1 colher de chá de erva de trigo
- água q.b.
Liquidificador com tudo e triturar uns 2 minutos.


Aqui foi a parte em que esta brincadeira perdeu alguma da sua piada. Não fiquei com fome, bem pelo contrário, e até me custou a comer tudo. A questão foi que a certa altura já só via alface e a necessidade de proteína (carne, peixe, ovos) começou a manifestar-se. 

No final senti uma vontade imensa de pecar mas consegui manter-me firme. O facto de ter demorado bastante tempo a preparar o almoço também não teve grande piada!, mas cumpri o que tinha estabelecido.

E siga para o lanche…
- 1 cenoura em palitos
- 1 pepino em palitos

Gostei. Aliás é uma das minhas opções com alguma regularidade e por isso uma mastigação muito bem recebida.

Jantar:
- 1 beterraba cozida
- 2 maçãs
- alface (2 mãos)
- sumo de 1/2 lima
- 1 colher de chá de gengibre em pó
- água q.b.

Tudo no liquidificador e triturar até ficar com consistência homogénea.

E foi aqui que a porca torceu o rabo. Não gostei. Detestei. Não gosto de beterraba. Não gosto de gengibre. Achei que a lima e a maçã ia safar o dia mas enganei-me redondamente. A pequenita viu uma cara de tanto sofrimento que nem me pediu para provar (uma estreia). Custou-me horrores. Se tivesse sido este o pequeno almoço ou almoço tinha desistido mas felizmente este chapadão de terra mal gostosa veio pelo jantar e pronto, lá consegui.

Aqui já me sentia bastante irritadiça e sem paciência. Não estava a achar piada nenhuma à brincadeira e pensei que mais valia investir em inteligência em vez de ideias luminosas.

Ceia:
- 1 copo de sumo de maçã (cerca de 150ml)
- 1 colher de chá de erva de trigo

Acabei exatamente como comecei. Já sabia o que me esperava e foi bem.
Por esta altura (mês especificamente desde o jantar) só pensava em dormir. Só queria que o dia acabasse. Só queria que chegasse um novo dia para voltar a comer coisas agradáveis e sobretudo proteína.

Nem sou grande apreciadora de carne mas só pensava num bom bife grelhado. Apesar disso a verdade é que também acordei com esta compulsão muito acalmada. E surpreendentemente acordei sem vontade de comer este mundo e o outro.
Desafio superado. Missão cumprida!

Então e resultado final?

Menos 0,5Kg. Não é muito mas já me mentalizei que nesta fase a perda de peso me vai dar uma grande luta.


Balanço final:

Foi difícil. Para mim foi muito difícil. Mas acho que me volto a meter noutra. Um dia é o suficiente/máximo para mim. E definitivamente uma alimentação vegetariana nunca poderá ser a minha opção. 

Mas também teve coisas muito boas: sinto a barriga mais lisa e é como se tivesse desinchado alguma coisa. O intestino também manifestou hoje de manhã os efeitos de TANTO VERDE mas está feliz e contente.

Foi uma etapa especialmente exigente desta jornada mas não deixou de ser apenas uma etapa. A vida continua assim como a luta contra o excesso de peso.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

A seguir ao trauma I vem o trauma II



Nesta trilogia de: As porras que inventam para eu tentar executar vezes sem conta, depois da aventura que tem sido aprender a saltar à corda, foi-me proposto um novo desafio. 

Numa bela madrugada, cerca das 7horas da matina o coach disse que era dia de investirmos numa nova skill.

Sim senhor, acho muito bem, sempre a evoluir, a aprender coisas novas, etc e tal. Tudo muito impecável até ao momento em que nos disse do que se tratava.

Fazer o pino!

Mas que raio de brincadeira vem a ser esta? Quer-se dizer: começamos com o salto à corda – senti-me uma chavalita de 5 anos, com a mobilidade de uma velha de 70, a tentar passar a porra de fio por baixo dos pés (sem lá ficar engatado) – e agora o pino? O PINO? Não me chega ficar quase capaz de chamar a TVI para noticiar o facto de conseguir saltar 30, 40, 50 vezes consecutivas?

Andava a ficar satisfeita? Então lixo-me e viro-me ao contrário.

Voltámos à primária - é o que é! E vou ter mais uma experiência de: não sei o que andaste a fazer em miúda mas podias ter aproveitado para aprender alguma coisa que te fizesse evitar estas figuras tristes.

A minha primeira reação: gostei muito deste bocadinho, não saí da cama para isto, tenciono voltar para lá, fim de brincadeira. Foi bom enquanto durou mas é preciso saber quando é o momento de parar.

É que ainda por cima nesse dia tinha travado uma verdadeira luta com o meu outro eu: vamos lá, tenho de treinar!; Nãaaaaaoooooooo, tenho muito sono!; anda lá pá! És uma mulher ou um rato?; Mas eu preciso de descansar – já li não sei onde que dormir ajuda a emagrecer!; Vai lá antes que me chateie e isto não fique bonito!; Ok, mas aviso-te já que hoje vai ser dia de ver o mundo ao contrário! (o meu outro eu não me avisou acerca disto mas podia ter avisado).

Pino… pino! Nem nas minhas piores imaginações.

Ok S, vamos lá! Cabeça para baixo, apoiada numa almofada com um termo técnico que agora não me lembro, vais caminhando em direção à parede até as costas encostarem à parede e depois, pozinhos de perlimpimpim, levantas os pés e encostas à parede. E isto é parte fácil porque a ideia é fazer flexões em pino (isto anda tudo doido!!!).

E eu só pensava: eu não estou preparada psicologicamente para isto. Eu não consigo. Que raio de treta lembrarem-se de fazer o pino no crossfit! Eu não saí da cama para isto.

1.ª tentativa, 2.ª tentativa,…, 10.ª tentativa. 

“Ah, e tal, queres que te segure as pernas? É só mesmo isso que falta para conseguires!”

Ah e tal, se quiseres ver um lado agressivo de mim tenta! Não vais segurar pois não?

“Ah, e tal, ainda é de manhã e não quero arriscar a levar um pêro!”

Lindo menino!

Não sei quantas vezes tentei. Mas sei que não consegui nenhuma. E também não tive de bater em ninguém. Mas parece-me que este filme não vai ficar por aqui.

Aguardem as cenas dos próximos capítulos.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

Eeeeeeeeeee… Zumba!



Já cheguei à conclusão: crossfit é a minha cena. Gosto mesmo daquilo e não há nada a fazer.

Há dias em que regresso a casa feliz e contente porque tive uma evolução (eh pá, já consigo fazer isto???? Oh yeah!!!) e outros há em que venho quase de lágrima no olho porque me sinto frustrada por não conseguir isto ou aquilo (e daquelas aulas em que parece que não sai nadinha é melhor nem falar).

A verdade é que sinto sempre aquela sede de mais e mais; de evoluir ao meu ritmo, de aguentar mais um segundo numa elevação, de conseguir mais um burpee num minuto, de levantar mais 1Kg na barra. E sinto-me muito satisfeita com isto.

Mas, e há sempre um mas, sinto falta de uma coisa: dança. Sempre fui aficionada por esta modalidade. As danças de salão fizeram parte da minha vida durante alguns anos, tenho um workshop de Kizomba no currículo, e fui aluna assídua na aula de ritmos no ginásio (até despedirem o professor e terminarem com ela). Depois disso só mesmo com a playstation; fiz questão de investir em alguns jogos de dança e pronto.

Entretanto passaram anos sem fazer o gosto à perna. Comecei a frequentar a musculação e a treinar corrida/caminhada e ficou de lado esta paixão. Sobretudo por uma questão de gestão do tempo a dança ficou ali encostadita mas sempre a relembrar-me do quanto já me fez feliz. Para já é impossível para mim incluir uma ida semanal ao ginásio para ter aulas de dança e rendi-me às evidências: fica para outra altura.

Um dia destes, calhou em conversa, e uma amiga desafiou-me para uma super aula de zumba. Só tinha feito uma aula, uma vez, e tinha praticado em frente à televisão na companha da PS, mas mal ela me falou no assunto senti o formigueiro do entusiasmo.

Os dias que antecederam o do evento foram de caixão à cova e no dia acordei sem vontade nenhuma mas decidi não dar parte fraca. E não podia ter tomado melhor decisão. Mais de 2 horas de diversão ao melhor nível: o corpo a mexer, a cara sorrir, o coração a levitar.

Gostei tanto mas tanto que nem percebi como considerei a hipótese de não comparecer.

Posso não ir todas as semanas mas venham novas oportunidades, como esta, e estarei lá.

Zumba com isso!!!