Ontem foi um dia em que a minha
capacidade de escrita estava especialmente diminuta.
A última consulta de obstetrícia
havia sido há cerca de 1 mês e entretanto muito aconteceu. Estava calma mas
simultaneamente ansiosa. Conforme as horas passavam, e sabia que estava prestes
a saber que estava tudo a correr dentro da normalidade e a considerar a
possibilidade de tal não acontecer, a ansiedade ganhava terreno à calma.
Nas últimas semanas houve alturas
em que senti peso na consciência por não controlar o que sentia e sinto. Sei
que fui muito parva em vários pensamentos nas últimas semanas e meses. Sinceramente,
não sabia bem o que pensar.
Ao final do dia lá fomos. A médica,
como de costume, super simpática e atenciosa, esclareceu todas as nossas
dúvidas, colocou-nos várias questões, orientou-nos relativamente aos próximos
tempos… é muito bom sentir esta empatia. Mas sempre com a sombra da dúvida
enquanto todo este diálogo ocorria.
Até que: “vamos lá então ver e
ouvir o coração do bebé a bater?”.
E as minhas pernas até ficaram
bambas. O momento da verdade!
A melhor coisa que ouvi nos
últimos tempos: “Vamos então ouvir o coração!” (E ouvimos!) “Estão aqui as
mãos, as pernas, a coluna toda direitinha. Está tudo bem!”. Quase que
desfalecia de alívio.
Ia com a esperança de ter alguma ideia
acerca do sexo mas com estas frases até me se varreu tudo do pensamento. O “não
tenho preferência de sexo, o que interessa é que venha perfeitinho” ganha toda
uma nova importância.
Palpite da médica é que temos uma
menina a caminho mas avisou-nos que era melhor ainda não nos dedicarmos a
comprar tudo cor-de-rosa. Vai ser a nossa prenda de Natal a certeza acerca do
sexo. Mas, sem sombra de dúvida, o sexo é o que menos importa.