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terça-feira, 8 de março de 2016

Porque hoje é Dia Internacional da Mulher

Acho que faz todo o sentido a leitura deste artigo.

Ser mulher é muito mais que ser gaja. São tantas as obrigações e tantas a expectativas que tornam tudo demasiado cansativo.
Hoje é dia de darmos valor a nós próprias, para além de o devermos fazer todos os dias, e não pensar nas coisas menos boas.
 


quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Quanto mais o tempo passa mais me identifico com isto



A estada no hospital e os primeiros dias em casa após o parto afiguram-se-me como dias ali a pairar entre o sonho e o pesadelo.
A possibilidade de tudo isto se traduzir a uma romaria de entra e sai e opiniões de todos a quem não se pergunta nada é coisa para me dar urticária nervosa antecipada.
À exceção dos médicos e/ou enfermeiros não quero saber se o meu leite não presta, se os pontos foram muitos ou poucos, se fui piegas ou corajosa, se pego bem ou mal na bebé, muito ou pouco… nada! Não quero saber nada! Ou melhor, quando quiser saber terei a humildade de perguntar. Quando precisar de ajuda terei a humildade de pedir!
Sobretudo quem já teve filhos deverá ter a sensibilidade de perceber quando precisamos de momentos a três (entenda-se meu, do pai e da bebé). Porque é o nosso momento. São meses a aguardar o momento do nascimento da nossa filha e queremos guardar tudo no nosso coração e memória, queremos partilhar momentos só nossos, e precisamos de privacidade e intimidade para o fazer.
Parece que por vezes muitas pessoas têm dificuldade em perceber que a bebé não se vai esfumar de um momento para o outro. E parece que acham que têm o direito de estar tanto com ela como nós que somos pais. Não têm!
E isto já para não falar no desconforto e cansaço sobretudo da mãe. Trouxe uma criança ao mundo. Provavelmente nas primeiras horas/dias tudo terá uma dificuldade física acrescida. Precisa que o intestino trabalhe, que o ar todo que estava preenchido pelo bebé também saia (não, as senhoras não dão puns, à exceção do pós-parto), precisa de descansar nos momentos em que o bebé o permite… e se é um entra e sai que não acaba… não é preciso explicar mais nada pois não?
Tirarem-me a bebé dos meus braços ou tentarem acorda-la quando está a dormir é coisa para deitar cá para fora o pior lado de mim. Ativem os meus sensores de proteção leonina e é melhor fugirem!
O curso de preparação para o parto tem sido muito elucidativo no que a esse assunto diz respeito e é por isso que cada vez sinto mais o que encontrei aqui:

"Então vamos cá recapitular – No Hospital:

– Não aparecer no hospital sem avisar;
– Não respirar para cima do recém nascido;
– Lave as mãos e desinfecte. Não questione;
– Não ousar pegar, tocar, fazer o que quer que seja com a criança sem pedir autorização – não é um nenuco, é um recém nascido;
– Não beijar as mãos do bebé. Não questione;
– Não ficar mais do que 15 minutos;
– Nunca tirar o bebé do colo da mãe ou do pai (sob pena de não voltar a colocar-lhe as mãos em cima até ter 18 anos);
– NUNCA, NUNCA ir em rancho ( 20 pessoas, com o objectivo de ocupar toda a tarde de visitas – as visitas são isso mesmo, chegar, olhar, conversar e sair – curto e simples – qualquer atitude contrária será notada como uma tremenda falta de respeito);
– A mãe vai dar de mamar? Respeite o espaço. Nem toda a intimidade do mundo lhe dá a liberdade de ficar embasbacado/a a olhar. É um momento intimo. Não obrigue a criatura a pô-lo/a a andar do quarto. Respeite;
– Guarde as suas crises, artroses, desgraças, queixumes, para outra altura. O momento é do Pai, da Mãe e do bebé;
– GUARDE OS PALPITES E AS OPINIÕES PARA SI.
Aparte disto acho que seremos todos muito felizes ;)
Respeite se quer ser respeitado. Oiça se quiser ser ouvido(a)."


quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Pessoas simplesmente fantásticas



Aquelas em que agora decidem partilhar comigo todos os problemas, dificuldades, adversidades que tiveram durante a gravidez, parto, primeiros meses de vida dos filhos.
Tumores, problemas de rins ainda detetados na gravidez e tudo mais que possa passar pela cabeça de qualquer pensante.
Obviamente não me refiro aos testemunhos daquilo que é perfeitamente normal. Umas noites mal dormidas, cólicas, a experiência do parto,…, mas assim daquelas coisas que nem queres pensar por ti quanto mais seres lembrada por outras pessoas.
Felizmente consigo manter-me calma e serena mesmo depois de todas essas partilhas. A minha atual preocupação prende-se com o facto de saber que está tudo dentro da normalidade. Sei que as emoções dos últimos tempos têm sido mais do que fortes e não consigo evitar considerar a possibilidade de algum efeito na gravidez. Mas também tenho muita fé no anjo da guarda que sei que nos dará especial atenção…
Mas, independentemente de tudo o resto, há pessoas simplesmente fantásticas.