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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Expectativas defraudadas??? Então, bom ano!



Ano novo, vida nova.

Idealizado:
Ginásio,
alimentação saudável,
peso ideal,
inovação,
empreendedorismo,
romantismo,
viagens,
pensamento positivo,
voluntariado,
… 
e por aí fora (cada um saberá de si!).

Realidade:
Demasiado sono, preguiça, cansaço, para ir ao ginásio;
as rabanadas ainda estão a sorrir e estragar é pecado;
ideias não pagam contas;
as contas são demasiado altas para pensar noutros voos;
as birras gigantes da miúda continuam;
vontade de trabalhar e computador avariado no escritório;
o telefone toca inúmeras vezes e continua a não ser para me darem nada;
e por aí fora.

Constatação:
A noite da passagem de ano é apenas mais uma noite. As coisas boas continuam boas e as más continuam más. O que idealizámos vai depender da nossa vontade de hoje e não da vontade que achamos que temos na euforia da passagem de ano.
Uma noite é uma noite. E só isso!
Já toda a gente bateu com a tola na parede?
Agora é altura de arregaçar as mangas e dedicarmo-nos ao que queremos sem a utopia da perfeição e do equilíbrio total.
Somos o que somos e compete-nos fazer o melhor que conseguimos com o que temos ao nosso dispor. Sem demasiadas ilusões, sem demasiada euforia.

Ah! Hoje é dia de Reis. Ainda anda um bolo rei a piscar o olho? 
Deixem-se dessa merd@ e bebam muito chá verde.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Natal mas só para alguns



O Natal este ano está a custar-me especialmente por razões que partilho com os meus botões. Tenho as minhas dores de cabeça, as minhas preocupações, as minhas lamentações, mas a verdade é que, a não ser que ainda tenha uma grande surpresa até lá (porque não posso dar nada por garantido) é que vou ter um teto, comida na mesa, e uma cama quente. Vou ter o meu amor maior e maior amor ao meu lado e ainda vamos partilhar uns carinhos, umas brincadeiras e umas gargalhadas. E por isso sou uma privilegiada.

Mas nem tudo são rosas. Ou são. Com a analogia das pétalas cheirosas e espinhos dolorosos.

Talvez por andar mais atenta ganho cada vez mais consciência da quantidade de pedidos de ajuda que existem espalhados por todo o lado. E sei que se trata de uma ínfima parte. 

Tirando o papel de embrulho e o laço a verdade é que há pessoas que não vão ter o que comer (tanto no natal como em muitas outras alturas), não vão ter família para partilhar essa época, vão passar a noite de 24 de dezembro a pensar: a amanhã como é que vai ser?.

Por todo o lado pede-se ajuda monetária; pedem-se bens. Sugestão de compra de prendas solidárias, donativos para alguém, presentes para crianças desfavorecidas, ajuda para animais maltratados. Tanta coisa…

Nos últimos tempos tenho recebido tantos, mas tantos, pedidos de ajuda que o que mais me entristece, para além de não poder responder a todos eles, é ter esta noção de existirem tantos.

Por isso peço aqui que cada um tire os olhos do seu umbigo, ainda que por breves instantes, e olhe à volta. Veja no que pode ajudar e o faça. E não vale a história do “é pouco” – o pouco de uns é o muito de outros e pouco é sempre muito mais que nada.

O objetivo deste natal é sermos mais solidários e menos consumistas. 

Pensem nisso.

sábado, 17 de dezembro de 2016

Nutricionista surpresa



Nutricionista é algo que me tem causada alguma urticária ao longo dos anos. Tenho uma espécie de trauma causado por uma que não era nada simpática e que consultei na minha adolescência – entupiu-me de medicação e fez-me aumentar 30Kg em cerca de 9 meses (e não, não estava grávida!). Ainda hoje lembro os nomes que a senhora em questão me chamava e como me tratava. Se fosse hoje outra música lhe ia cantar mas na altura metia a viola no saco e comia 2 embalagens de donuts com meia grade de coca cola para esquecer.

Mas munida de uma nova forma de reagir às coisas, e sem estar para admitir enxovalhamentos, decidi recorrer à ajuda de uma profissional da área. E não me arrependo. Apenas tenho pena por não a conhecer pessoalmente….

O consultório é em Lisboa e isso inviabiliza a possibilidade de consultas presenciais. Por esse motivo faço as consultas via Skype. E ainda assim conseguimos partilhar umas belas gargalhadas durante as consultas.

A verdade é que se esforça por encontrar soluções para todas as minha limitações e especificidades. E isso é de valor. Não diz que não, diz: e se tentássemos assim? Está bem para si?

Deve ser para ela uma grande frustração ter uma paciente como eu. Com queixas e mais queixas. Desorientações em cima de desorientações. Desvios de perder a conta. A mulher é um anjo e isso só me faz sentir pior quando piso a linha (ou a atravesso mesmo!).

Esta experiência está a fazer com que nutricionista seja novamente credível aos meus olhos. Mas acreditem que é preciso pesquisar muito para encontrar a pessoa certa. E eu acho que encontrei. Foi a minha nutricionista surpresa!


(E isto não é graxa por causa dos deslizes que vou cometer no natal. Nada disso…)