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domingo, 18 de dezembro de 2016

Natal mas só para alguns



O Natal este ano está a custar-me especialmente por razões que partilho com os meus botões. Tenho as minhas dores de cabeça, as minhas preocupações, as minhas lamentações, mas a verdade é que, a não ser que ainda tenha uma grande surpresa até lá (porque não posso dar nada por garantido) é que vou ter um teto, comida na mesa, e uma cama quente. Vou ter o meu amor maior e maior amor ao meu lado e ainda vamos partilhar uns carinhos, umas brincadeiras e umas gargalhadas. E por isso sou uma privilegiada.

Mas nem tudo são rosas. Ou são. Com a analogia das pétalas cheirosas e espinhos dolorosos.

Talvez por andar mais atenta ganho cada vez mais consciência da quantidade de pedidos de ajuda que existem espalhados por todo o lado. E sei que se trata de uma ínfima parte. 

Tirando o papel de embrulho e o laço a verdade é que há pessoas que não vão ter o que comer (tanto no natal como em muitas outras alturas), não vão ter família para partilhar essa época, vão passar a noite de 24 de dezembro a pensar: a amanhã como é que vai ser?.

Por todo o lado pede-se ajuda monetária; pedem-se bens. Sugestão de compra de prendas solidárias, donativos para alguém, presentes para crianças desfavorecidas, ajuda para animais maltratados. Tanta coisa…

Nos últimos tempos tenho recebido tantos, mas tantos, pedidos de ajuda que o que mais me entristece, para além de não poder responder a todos eles, é ter esta noção de existirem tantos.

Por isso peço aqui que cada um tire os olhos do seu umbigo, ainda que por breves instantes, e olhe à volta. Veja no que pode ajudar e o faça. E não vale a história do “é pouco” – o pouco de uns é o muito de outros e pouco é sempre muito mais que nada.

O objetivo deste natal é sermos mais solidários e menos consumistas. 

Pensem nisso.

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e vinho



Dia de São Martinho. A caminho do colégio avisei a miúda: hoje de manhã bebeste leite porque é dia de castanhas e um copo de vinho (é importante definir quantidade senão ela é sempre a aviar). 

Para mim, apesar de gostar muito de castanhas, basta ser sexta feira para ficar satisfeita. Foi uma semana que me deixou de rastos e por isso só quero alapar no sofá sem pensar que às 6 da matina o despertador vai tocar. Hoje já estava capaz de espetar com o telemóvel contra a parede tal era a minha vontade de enfrentar mais um dia de trabalho.

Falando de coisas importantes... De vinho não vale a pena falar que já toda a gente sabe que é bom. Quanto mais melhor, na maioria dos casos, pois deixa a malta faladora e bem disposta. Quanto às castanhas são uma excelente comemoração de um dia. 

Antes de nos atestarmos de sonhos e rabanadas vamos começar pela castanha, assada ou cozida, que não faz quase mal nenhum. Quase nenhum… porque perfume desagradável é coisa para não faltar em território nacional. O grande mal do consumo das castanhas é mesmo a flatulência – coisa que não afeta as senhoras, ladies, mas sim os homens. Espalham odor a torto e a direito e dão cabo do olfato do povo todo.

Hoje vou experimentar um método diferente para as assar. Promete facilitar em muito a descasca do bicho (tarefa árdua mas que vale a pena para o consolo obtido). Não sou gulosa portanto partilho o resultado da minha pesqusisa:

Começar por fazer cortes em cruz nas meninas todas. Convém um corte profundo para facilitar que a pele se descole do miolo. Colocar as castanhas todas de molho em água quente durante uns minutos. Levar ao forno pré aquecido a 180ºC num tabuleiro com sal. Deixar cozinhar, a casca deverá começar a encarquilhar, e está pronto a comer.

(Nota: convém tratar das castanhas antes de se dedicarem ao vinho.)

Diz que se fura o pipinho, mata-se o porquinho, semeia-se o cebolinho,… mas basicamente:

No São Martinho come-se castanhas e bebe-se vinho.

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Puro masoquismo – Parte 3



Deixado o Algarve foi altura de partir rumo ao Alentejo. Destino: Vila Nova de Milfontes.
Nunca tínhamos lá ido apesar das minhas frequentes sugestões. Este ano foi o ano. Vila Nova de Milfontes é uma freguesia simpática, muito turística e que nos agradou bastante. Ainda tivemos tempo de dar um saltinho a Porto Covo e também gostámos muito. As pessoas eram afáveis e apenas havia alturas em que se notava a saturação de estarem continuamente a lidar com turistas. Mas o único ponto que posso apontar como negativo são mesmo os acessos. Excetuando a estrada nacional e alguns acessos a algumas praias as estradas são uma porcaria – autênticos caminhos de cabras. Nós esquecemo-nos do TT em casa ( :P ) e o marido andava sempre a panicar com os possíveis efeitos na viatura causado pela passagem naquelas estradas. Mas aventuras de percurso à parte, vamos ao que interessa.
Alojamento: Monte dos Parvos
Monte dos Parvos
O mais complicado é mesmo lá chegar. Demos lugar a todo o vocabulário menos adequado a católicos até lá chegarmos. Depois ficamos maravilhados com a nossa casinha cujo nome era Porto Covo.
Praia dos Aivados
Trata-se de um espaço de turismo rural com diversas casinhas espalhadas pelo complexo. As casas apaixonam logo à primeira vista e só tivemos pena de o espaço exterior não estar devidamente cuidado e a piscina não ter um aspeto muito convidativo. Aconselho mas aviso já que fizemos a reserva através do booking e o preço que pagamos foi mais elevado do que o tabelado (de acordo com a informação disponível dentro da casa).
Praias! Não fomos de olhos fechados porque felizmente tivemos quem nos desse umas dicas infalíveis.
Praia dos Buizinhos
Em Milfontes fomos à Praia dos Aivados e à Praia das Furnas. No saltinho que demos a Porto Covo ficámos a conhecer a Praia dos Buizinhos. Praias maravilhosas. Aconselho todas elas mas a dos Buizinhos só com maré baixa porque a área disponível para colocar a toalha é quase do tamanho da minha sala.
A dificuldade da Praia dos Aivados é mesmo o acesso. Mas vale muito a pena. Apenas podia ter sido melhor se quando lá fomos não estivesse tanto vento. Num dia de verdadeiro calor ui, ui…
A Praia das Furnas é maravilhosa. Com a maré baixa fica um areinho que me faz lembrar a praia da minha infância (cá pelo norte e que entretanto ficou cheia de pedragulhos) e foi espetacular no final do dia irmos lá para o fundo rir e tirar fotos - foi o mais longo dia de praia.
Praia das Furnas