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sábado, 7 de janeiro de 2017

Feitos de 2017



No dia 1 fui dar uma corrida. Melhorei substancialmente a velocidade (comparativamente com a última vez) mas depois pus-me na brincadeira com a L. e estraguei a média. Ansiosa por ver os próximos treinos. Ir correr no dia 1 deu-me a sensação de “ok, estás a começar bem, agora é só continuar assim o resto do ano”.

Piorei substancialmente nos saltos à corda. Porra! No ano passado consegui chegar aos 67 (sim, eu conto SEMPRE!) e este ano ainda não consegui passar dos 23. Vergonhoso, eu sei.

Consegui levantar 80Kg em deadlift. Say WHAT??? Ah pois. Eu só olhava para a barra e sorria de uma forma estúpida. Na altura de levantar o peso não achei piada nenhuma mas o high five mental a que tive direito no final… assim vou evoluindo no crossfit. Depois disto pegar na minha filha que deve rondar os 12 – 13Kg era uma verdadeira acrobacia mas isso agora não interessa nada.

Com as festas engordei 1Kg. Podia ter sido melhor e podia ter sido pior. A vontade de dieta não anda nos píncaros mas pelo menos tenho a motivação de não ter engordado em 15 dias o peso que demoro um ano a perder.

Já me consegui cansar de tal forma que só penso em férias. O meu corpo não quer saber de mais nada… só cama. Por mim, ou pelo meu corpo, deitava-ma pelas 19:30 e dormia até às 12:30… não sendo possível ando a lamber as pedras da calçada de exaustão e as férias ainda estão lá longe.

E é isto. Para uma semana de ano até nem está mau.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Expectativas defraudadas??? Então, bom ano!



Ano novo, vida nova.

Idealizado:
Ginásio,
alimentação saudável,
peso ideal,
inovação,
empreendedorismo,
romantismo,
viagens,
pensamento positivo,
voluntariado,
… 
e por aí fora (cada um saberá de si!).

Realidade:
Demasiado sono, preguiça, cansaço, para ir ao ginásio;
as rabanadas ainda estão a sorrir e estragar é pecado;
ideias não pagam contas;
as contas são demasiado altas para pensar noutros voos;
as birras gigantes da miúda continuam;
vontade de trabalhar e computador avariado no escritório;
o telefone toca inúmeras vezes e continua a não ser para me darem nada;
e por aí fora.

Constatação:
A noite da passagem de ano é apenas mais uma noite. As coisas boas continuam boas e as más continuam más. O que idealizámos vai depender da nossa vontade de hoje e não da vontade que achamos que temos na euforia da passagem de ano.
Uma noite é uma noite. E só isso!
Já toda a gente bateu com a tola na parede?
Agora é altura de arregaçar as mangas e dedicarmo-nos ao que queremos sem a utopia da perfeição e do equilíbrio total.
Somos o que somos e compete-nos fazer o melhor que conseguimos com o que temos ao nosso dispor. Sem demasiadas ilusões, sem demasiada euforia.

Ah! Hoje é dia de Reis. Ainda anda um bolo rei a piscar o olho? 
Deixem-se dessa merd@ e bebam muito chá verde.

domingo, 18 de dezembro de 2016

Natal mas só para alguns



O Natal este ano está a custar-me especialmente por razões que partilho com os meus botões. Tenho as minhas dores de cabeça, as minhas preocupações, as minhas lamentações, mas a verdade é que, a não ser que ainda tenha uma grande surpresa até lá (porque não posso dar nada por garantido) é que vou ter um teto, comida na mesa, e uma cama quente. Vou ter o meu amor maior e maior amor ao meu lado e ainda vamos partilhar uns carinhos, umas brincadeiras e umas gargalhadas. E por isso sou uma privilegiada.

Mas nem tudo são rosas. Ou são. Com a analogia das pétalas cheirosas e espinhos dolorosos.

Talvez por andar mais atenta ganho cada vez mais consciência da quantidade de pedidos de ajuda que existem espalhados por todo o lado. E sei que se trata de uma ínfima parte. 

Tirando o papel de embrulho e o laço a verdade é que há pessoas que não vão ter o que comer (tanto no natal como em muitas outras alturas), não vão ter família para partilhar essa época, vão passar a noite de 24 de dezembro a pensar: a amanhã como é que vai ser?.

Por todo o lado pede-se ajuda monetária; pedem-se bens. Sugestão de compra de prendas solidárias, donativos para alguém, presentes para crianças desfavorecidas, ajuda para animais maltratados. Tanta coisa…

Nos últimos tempos tenho recebido tantos, mas tantos, pedidos de ajuda que o que mais me entristece, para além de não poder responder a todos eles, é ter esta noção de existirem tantos.

Por isso peço aqui que cada um tire os olhos do seu umbigo, ainda que por breves instantes, e olhe à volta. Veja no que pode ajudar e o faça. E não vale a história do “é pouco” – o pouco de uns é o muito de outros e pouco é sempre muito mais que nada.

O objetivo deste natal é sermos mais solidários e menos consumistas. 

Pensem nisso.