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quarta-feira, 14 de maio de 2014

Eu não discuto com o meu marido


Aqui há uns tempos, a falar com uma pessoa, disse-me que nunca tinha discutido com o marido. Nem durante o namoro nem após o casamento. Para a pessoa em questão não faz sentido os casais discutirem e quando isso acontece é porque alguma coisa está muito mal.

Pessoalmente não concordo, absolutamente nada, com isto! As discussões são uma parte das relações assim como as brincadeiras, as gargalhadas, as alegrias e as lágrimas.

Até a sabedoria popular diz: Casa que não é ralhada é casa que não é governada.

Um casal simplesmente não discutir é, por mim, entendido como um mau sinal. Quando se trata de uma pessoa que amo acho que vale sempre a pena discutir. Quando deixo de o fazer é porque estou a desistir, é porque estou a permitir que o barco derive à força do vento sem tomar conta do leme, sem fazer valer a minha opinião e, sem ouvir a opinião da outra pessoa.

Alturas em que estive mal, mal com a vida, com todos e com ninguém, com tudo e com nada, não discuti, não enfrentei e essa é uma das coisas de que me arrependo.

Discutir faz parte de uma relação e nos casos em que isso não acontece fico com a sensação de que andam a pisar cascas de ovo, porque à primeira discussão as coisas acabam.

Por outro lado, não concebo discussões constantes. Quando estamos com a outra metade de nós precisamos de descanso, de refúgio, de esquecer os problemas. Se sempre que entramos na porta de casa é para discutir continuamente chegará a altura em que mais vale não entrar. Adia-se cada vez mais esse momento porque a casa deixa de ser o verdadeiro lar e mais parece um castigo que temos de cumprir.

Resumindo… nem sempre, nem nunca! De vez em quando faz bem, sempre faz mal. Tudo o que é demais é exagero!

(Naturalmente não podemos aqui incluir as fases de SPM das mulheres. Estes dias não contam! Mas também não percebo o problema… basta um chocolatito, as vontades e caprichos todos cumpridos e não sermos contrariadas em nada do que dizemos que anda tudo muito pacífico!)

quarta-feira, 7 de maio de 2014

É que nem te posso ver


Quando vejo algumas pessoas só me apetece abraça-las, comemorar o facto de estar com elas e aproveitar da melhor forma o tempo que temos para passar juntos.
Outras pessoas, mal as vejo apetece-me abana-las, faze-las acordar para vida, dizer duas ou três verdades e nunca mais lhes pôr os olhos em cima.
Felizmente são muito raras as pessoas com as quais ocorre a segunda situação. Mas há ali duas ou três…

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #6



Duas variações da mesmíssima coisa! E são as duas únicas alternativas para resposta a obter cada vez que é pedido alguma coisa ao marido.
Pode ser para alguma coisa do seu interesse, pedir ajuda em alguma coisa, o jantar que está na mesa a arrefecer,... e nada! Acho que se trata de um total desconhecimento do significado da palavra já.
Já experimentei qualquer coisa do género “se não vens aqui em 5 segundos vai dar-me um piripaque”, “estou a sentir-me mal e ainda vou morrer”, “se me obrigas a chamar-te outra vez ainda me atiro da janela”.
A resposta aí obtida foi: “Já vou” ou “Vou já”. Em casos de total desprendimento opta mesmo pelo silêncio. Do género “fala para aí, quero lá saber” mas sem ninguém ouvir!
É preciso muita paciência…

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

As mulheres e os maridos

Aqui está um tema em que não existe consenso. Confiar ou não confiar, eis a questão!
Partilhar as opiniões, os gostos, etc. e tal.
Ao  longo dos anos muitas mudanças se vão dando na maneira de pensar. Dissessem-me aos 23 anos que eu não iria ser uma mulher ciumenta (exageradamente ciumenta) e eu ficaria surpreendida. Hoje, tenho ciúmes, mas muito longe de ser demasiado…
Podia opinar acerca dos ciúmes nas relações de amizade, nas relações entre pais e filhos e até entre irmãos, mas não, aqui vou dar o meu ponto de vista sobre as relações entre mulheres e maridos, namoradas e namorados, companheiros, caras-metade,…
Para mim mostrar ciúmes de forma comedida é saudável. Darmos a entender que estamos atentos, que gostamos o suficiente para nos sentirmos incomodados (ou nos apercebemos), caso uma situação passe certos limites. A maior parte das vezes até serve para afagar o ego da outra pessoa.
Outra coisa é o controlo obsessivo, é o limitar a liberdade do outro, é impor aquilo que queremos, não olhando ao mal que isso pode fazer à outra pessoa.
Várias são as situações em que ouço:
“Oh S., mas não te preocupes que isto é uma coisa que não tem nada de mal!”
“São coisas de homens, não mete mulheres!”
“Oh R. tens de convencer a tua mulher a deixar…”
Sei que a maior parte destes comentários são brincadeira, mas alguns até têm um fundo de verdade até pela experiência vivida por cada um.
Em boa verdade, sou a principal promotora de atividades que não impliquem a minha presença na vida do meu marido.
Acho importante não ser apenas marido, mas ser amigo, ter conversas de homens, atividades de homens,… não me melindra minimamente.
Ainda outra questão é o facto de muitas vezes passar períodos fora. O que é que ganho com o facto de ele jantar e ficar fechado no quarto do hotel? Não sair para beber um copo com os colegas ou ir dar uma volta pela cidade onde está?
Traição? Não… a traição acontece quando a pessoa quer. Não precisa de estar fora em trabalho, não precisa de chegar tarde a casa por causa do trabalho…
Para mim ou existe confiança, ou então enlouquecemos com a possibilidade de cada passo que a outra pessoa dá, se poder traduzir numa facada na relação. E isto faz com que não entenda os ciúmes doentios.

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #5

Muitas vezes estou chateada e o RP pergunta-me “o que tens?” e eu “nada”, “estás chateada?”, “não”.
Quantas vezes estou a ferver por dentro, mas insisto no “nada” e no “não”.
Acho que uma pergunta que os homens se colocam muitas vezes é “porque é que não dizem a verdade?”
Pois bem, chegou a altura de esclarecer o assunto:
O motivo pelo qual estou chateada/aborrecida/… é tão óbvio, mas TÃO ÓBVIO, que o facto de perguntar se estou chateada é como chegar a faísca ao rastilho.
Qualquer pessoa devia ser capaz de ver automaticamente o motivo, mostrar compreensão e solidariedade.
E não achar que deve perguntar, como se fosse uma coisa injustificada!
O segredo é, não perguntar! É abrir os olhinhos e ver! Porque está mesmo à frente dos olhos!
Porque é difícil estarmos capazes de nos passar da marmita por motivos óbvios (como já sublinhado) e ainda questionarem se de facto temos motivos para estar assim!

sábado, 7 de dezembro de 2013

Dias

Existem momentos, dias até em que vale a pena viver. Sentimos alento, carinho, amizade...  Sorrisos e risos espontâneos com pessoas que têm um significado especial. É bom, muito bom! É o verdadeiro Natal! :)

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Giro? OU Nem reparei!

Existem muitos homens e mulheres giros e atraentes por esse mundo fora.
 Felizmente permito-me dizer que quero ver uma série com um fulano todo giro porque me faz bem aos olhinhos. Da mesma forma, se vir uma miúda gira também comento.
Quando tenho dúvidas, pergunto: então, faz o teu género? E às vezes até fico surpreendida.
Acho isto muito saudável!
A história do, “oh meu amor, só tenho olhos para ti”, “não existe mais mulher nenhuma, ninguém mais giro ou atraente”, “fiquei ceguinho ou com palas de burro desde que te tenho!”
I don’t think so!
É como em tudo, aqueles que parecem demasiado santos são os mais perversos. E eu prefiro sentir à vontade de dizer e comentar e apreciar outros homens (casada, mas não cega!), e consciência tranquila!
Acho que esta partilha pode criar momentos caricatos… no meu caso quase sempre termina com gargalhada! E não há nada como uma boa gargalhada.
Com base nisto, posso dizer que ando muito interessada numa série MUITO boa: Arrow
Quando me foi proposto ver a série e as primeiras imagens eram basicamente de um homem numa ilha completamente esgadelhado pensei neeeeeeeehhhh! Mas o meu marido querido felizmente insistiu e tratou-se de um efeito medicinal para os meus olhinhos…
Não conhecia o ator principal, mas foi um gosto conhecer. Stephen Amell, assim se chama!
Verdade seja dita, em termos de interpretação o rapaz fica um bocadinho aquém da expetativa. Mas não faz mal, ele que continue assim porque tem muito com que compensar!
Não percebo muito bem a classificação dada pelo IMDB (8.1/10) porque são detetadas várias falhas ao longo dos episódios. Mas valeu a insistência assertiva na sua visualização.
E como uma imagem diz mais que mil palavras:

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #4

Por defeito, as mulheres têm a obrigação de, para além de trabalhar as horas necessários no emprego, tratarem de todas as lides domésticas.
A meu ver, quem é definido (regra geral) como o responsável por todas as tarefas que a gestão de uma casa implica é o elemento do sexo feminino.
Assim sendo:
- Se uma mulher cumpre as suas obrigações sem nada pedir ao companheiro:
  • Mãe dela: Sente orgulho da filha porque a educou bem e ensinou-lhe a ser prendada;
  • Mãe dele: Nora vai passando nas auditorias de qualidade, uma vez que o menino trabalha muito e como tal não pode dedicar-se a essas tarefas de importância menor.
- Se uma mulher pede ajuda ao companheiro ajuda nas tarefas dométicas:
  • Mãe dela: Compreende, porque com os tempos modernos, os homens também têm de ajudar;
  • Mãe dele: Sente dores, pena, pelo sofrimento a que o filho está sujeito. A nora é promovida a preguiçosa e até salazarista.
Mas isto é só o que eu acho!
A principal questão que se coloca para mim é:
Para quando a ideia de que as tarefas domésticas devem ser partilhadas e ponto. Não é ele que a ajuda nem ela que o ajuda.
 
Quem sabe se com a geração seguinte isso acontecerá!?
 
Nota: Pessoalmente, no que respeita a ajuda, não tenho razão de queixa, mas sinceramente é como acho que a nossa sociedade continua a ver estas coisas.

sexta-feira, 29 de novembro de 2013

É melhor assim

Por vezes quero tanto, tanto, tanto uma coisa que o melhor que tenho a fazer é pô-la um pouco de lado… Fica sempre ali recôndita na memória, mas fica.
Mais um ano a terminar e começo a fazer o balanço… mais um ano que passa e em que alguns planos não foram concretizados, objetivos não foram atingidos e aquela coisa volta a mostrar-se e preencher o pensamento.
Metas profissionais, metas pessoais que são uma vez mais adiadas. Umas não custam muito, outras custam demasiado.
É tempo de valorizar o que tenho, mas também há dores que se agravam…
Sei que (provavelmente) nunca vais ler estas linhas, estas palavras, mas também não tenho forma de comunicar contigo. Pelo menos desabafo.
Fazes-me muita falta… demasiada! Apesar da força e do esquecimento que tento exibir, o buraco no coração continua demasiado grande. Uma palavra tua, um abraço, um qualquer coisa faria com que parasse de sangrar…  
Quero tomar as decisões certas, fazer o correto. Por mim e por quem está comigo. E a cabeça às vezes trabalha demais. Às vezes gostava de ser mais impulsiva, mas todas as decisões são muito pensadas. Tenho medo, mas não o posso partilhar contigo como fazia em criança.
Mas tenho de carregar baterias de alguma forma, manter a imagem de força por aqueles que precisam de mim, apesar de às vezes me sentir destroçada por dentro.
A esperança de te voltar encontrar dá-me força para continuar a lutar… Mais uma fichinha é mais uma voltinha e lá continuo eu pronta para o carrossel da vida!

Natal cá por casa #1

Eu: RP, este fim-de-semana quero fazer a árvore de Natal!
Ele: Ok, e fazemos!
Eu: Mas eu quero fazer uma coisa diferente, estou aqui com umas ideias...
Ele: Ai é? E serão boas ideias?
Eu: São ótimas ideias! Agora tens de prometer que não me vais chagar a cabeça até não poder mais enquanto concretizar as ideias que tenho... ou tentar!
Ele: Posso jogar GTA enquanto tratas disso?
Eu: Podes! Desde que não critiques o que estou a fazer!
Ele: Prometo que não digo nada! Fico caladinho.

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #3

Quando queremos fazer uma coisa temos de proporcionar a oportunidade de o marido a sugerir. Assim parece que a ideia é dele, mas na realidade estamos a fazer o que queremos!
Mas atenção que isto às vezes dá uma trabalheira do caneco...
Às vezes até é preciso fazemos um ar enfastiado, do género: só estou a fazer isto por ser tua vontade!

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Dificuldades de ser mulher #1

Sempre que temos um jantar com amigos pergunta: “Quanto tempo te demoras a preparar?” Resposta: “Não sei bem, 1 hora mais coisa menos coisa!”
(Vontade de responder:
“RAISPARTA RAPAZ! EXPERIMENTA TOMAR BANHO EM QUE TENS DE USAR 10 PRODUTOS DIFERENTES, DEPOIS BESUNTAR-TE COM MAIS 10… ESCOLHER UMA ROUPA QUE NÃO TE ENVERGONHE NEM FIQUE COM FIGURINHA DE SACO DE BATATAS, PINTAR A CARA QUAL MIGUEL ÂNGELO PARA DISFARÇAR TODAS AS ESPINHAS (que decidiram aparecer naquele dia) E IMPERFEIÇÕES E SIMULTANEAMENTE NÃO PARECER O BATATINHA E AINDA SAIR DE CASA NAQUELE QUE TENTAS QUE SEJA O TEU MELHOR!”)
Versão homem: calças de ganga, botas, t-shirt, camisa e casaco.
E eu fico com uma dor de coto…

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

Ok, é quase a mesma coisa…

Visão feminina:

- Pões 3 porcarias a despertar todos os dias de manhã para acordares
- Meia hora antes da hora que te queres levantar

- Em toques irritantes de apetecer pegar nas coisas e espeta-las contra a parede…

 
Visão masculina:

- Ponho duas porcarias a despertar
- Quinze minutos antes da hora

- Com toques perfeitamente aceitáveis


Visão feminina 2:
- Mas parecem 3…

- Pões para 15 minutos antes mas só te levantas 15 minutos depois da hora que defines
- Gostos não se discutem

 
E tudo isto porque senhor meu marido achou por bem apontar o facto de eu por 1 único aparelho a despertar 1 única vez antes de me levantar para ir correr. Acordo mais cedo e portanto queixa-se de não o deixar dormir…

MULHER ATURA MUITO!

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Jantar romântico 3/3

Ora que chegamos ao cume da montanha, ao busílis da questão, à avelã do Ferrero Rocher… a sobremesa:
Petit Gateaux com carpaccio de ananás e nata azeda
Para quem aprecia as coisas boas da vida, o congelador lá de casa deve sempre conter uma embalagem de petit gateaux. Este pequeno/grande pecado na forma de queque de chocolate que depois de alguns segundos no micro-ondas se transforma numa variação entre bolo de chocolate e chocolate derretido faz-nos ficar a salivar só de pensar.
Costumo comprar no Lidl o pedaço de céu acima referido, mas por indicação do homemsemblogue parti à procura de uma marca específica, uma marca portuguesa, com um petit gateaux eleito sabor do ano.
Contactei com a empresa Primus e foram super disponíveis e simpáticos. Indicaram como destino certo para aquisição desta iguaria o supermercado El Corte Inglês. E como bem mandada que sou lá fui de propósito para tirar as teimas! E valeu a pena!


Aventuras à parte, os ingredientes para esta combinação perfeita são:
- Petit Gateaux
- Ananás
- Natas
- Açúcar e sumo de limão q.b.
Cortar o ananás em carpaccio e reservar.
Bater as natas com um pouco de açúcar. Assim que estiverem levantadas juntar um pouco de sumo de limão (a gosto).
Levar os petit gateaux ao forno ou ao micro-ondas de acordo com as instruções da embalagem.
Juntar o ananás, as natas e o petit gateaux num prato que promete uma viagem ao paraíso.
 
É para lá de bom! Uma coisa tão simples, não dá trabalho nenhum e tão deliciosa! Fiquei fã.
E como pessoa que não bebe bebidas alcoólicas e que achou por bem beber vinho, acabei a refeição com um calor na cara, um peso nos olhos e um complicador na língua que gerou umas belas dumas gargalhadas. Tão bom…
Moral da história:
Pontualmente façam coisas destas, surpreendam quem mais gostam e simplesmente reservem algum tempo para estar com aquela pessoa.
Em relações de grande duração é muito fácil esquecermo-nos destes pequenos prazeres, mas cada vez que os relembramos pensamos que temos de repetir. Não amanhã, nem para a semana, ou talvez sim, porque é sempre o momento certo para dizermos à pessoa que amamos que queremos estar com ela.

sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Jantar romântico 2/3

Jantar romântico de valor, como deve ser, inclui sempre um camarão e/ou amêijoa e/ou sapateira e/ou tantas outras coisas que adoro…
E como era o dia da azeitona o prato principal sugerido é:
Macarronete (com azeitona) com amêijoas e camarão
Mais um prato simples, decidido nos corredores do supermercado. Olhei para o camarão, ele olhou para mim e pensei: vou-te comer! E comi, nesta massa que levou os seguintes ingredientes:
- Macarronete com azeitona (usei da Melaneza - muito boa!)
- Amêijoas (da costa algarvia, como manda a sapatilha! :P)
- Camarão (comprei já cozido, descasquei e cortei longitudinalmente)


- Alho picado a gosto
- Sal, pimenta, piri-piri, azeite, manteiga q.b.
- Salsa e camarão para decorar
Começar por cozer a massa em água, sal e um pouco de manteiga. Quando terminar a cozedura, escorrer e conservar.
Numa frigideira aquecer o azeite e o alho picado. Juntar a amêijoa e temperar com pimenta e piri-piri.
 
Quando começar a abrir, juntar o camarão.
No tacho onde foi cozida a massa pôr um fio de azeite. Juntar a massa cozida e o conteúdo da frigideira. Deixar cozinhar uns 5-10 minutos e está pronto a empratar.
 
Acompanhei com duas fatias de pão de alho, daqueles que se compram em qualquer supermercado, vão ao forno uns minutos e estão prontos a serem devorados.

 

quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Jantar romântico 1/3

Bem… já nem me lembrava da última vez que tinha tido um destes. A rotina do dia-a-dia impõe-se (porque nós deixamos) e momentos simples e especiais vão sendo relegados para segundo plano.
Num dos blogues que costumo acompanhar (homemsemblogue.blogspot.pt) li certo dia um post com três sugestões de pratos (uma entrada, um prato principal e uma sobremesa). O autor do blogue disponibilizava-se ainda a fornecer as receitas a quem as quisesse e solicitasse por mail.
Assim fiz, e o “homem sem blogue” amavelmente enviou-me as receitas. Imediatamente decidi que duas delas iriam ser utilizadas para uma noite especial a dois.
Primeiro passo: Preparar o ambiente!
A diferença entre jantar nos bancos da cozinha com um individual, numa mesa posta mais depressa que o de repente e uma mesa posta com gosto e com o intuito de preparar um ambiente especial é muito grande. O trabalho que implica, nem por isso.
Simples, mas especial era o lema da noite:
 
Sim, bebi vinho nessa noite. Acho que pela primeira vez na vida. Continua a não me agradar, mas não resisti a experimentar o que continha aquela garrafa com um rótulo tão giro.
É verdade, escolhi o vinho pela beleza do rótulo! Mas as mulheres são assim… os carros têm de ser bonitos (não interessa a cilindrada, consumos, questões técnicas), mas sim a estética, tal como um gadget, tal como uma garrafa de vinho… Não tivesse eu visto aquele rótulo maravilhoso e tinha passado a noite a Cola ou água. Sexy – a marca! O RP disse que era de qualidade. Fica a sugestão.


Segundo passo: Magia na cozinha! Let the games begin!
Não queria nada que implicasse horas e horas em frente ao fogão e uma montanha de tachos que nunca mais acabasse, por isso optei por 3 receitas simples, preparadas com carinho e entusiasmo.
Entrada:
Brusqueta com pasta de azeitona, queijo feta e rúcula
Ingredientes:
- fatias de pão (utilizei pão alentejano, daquele que se compra já fatiado)
- pasta de azeitona
- queijo feta
- rúcula
- sal, azeite e vinagre q.b.
Temperar as fatias de pão com um fio de azeite a sal.
Levar a torrar ao forno.
Depois de torradas deixar as fatias arrefecer. Depois de frias barrar com pasta de azeitona.
 
 
Dispor cubinhos de queijo feta e rúcula previamente temperada com azeite, sal e vinagre.
 
Nunca tinha provado pasta de azeitona, mas a mistura de sabores combina surpreendentemente bem. É uma receita super rápida e acho que tanto pode ser utilizada em jantares a dois como jantares com muita gente. “Tem pinta!”, não é?
 

terça-feira, 12 de novembro de 2013

É burrice, eu sei!

A amizade para mim tem um valor inestimável. Não tenho muitos amigos, tenho muitos conhecidos! Mas tenho um grupo de pessoas que tenho a sorte de fazerem parte de minha vida.
Pessoas que não hesito em fazer o que for preciso para ajudar. Mas  também sei que são pessoas que caso precise, não hesitam em me ajudar. Essas pessoas sabem quem são e apesar de não haver laços de sangue, existe algo que nos une que é muito mais forte. A vontade de estar, a vontade de proteger, aconselhar, ajudar, apoiar, partilhar alegrias e tristezas,…
Pessoas com as quais sentimos a sua tristeza como se fosse nossa. E acaba por ser nossa, porque queremos que os nossos amigos estejam bem. Para mim a amizade é isto.
Depois existem outras pessoas. Pessoas com as quais não estamos com a frequência que queríamos. Aquelas que nos proporcionam momentos agradáveis e alguns até memoráveis e caímos na ingenuidade de acreditar que somos especiais para elas. Não um companheiro de armas, mas alguém especial.
Alguém que não é metido no mesmo saco que um montão de outras pessoas que figuram os interesses profissionais e pessoais. Alguém de quem gostamos por aquilo que é e não por aquilo que tem, ou com o que nos pode ajudar.
E esperamos que essas pessoas nos vejam da mesma forma.
E é sempre triste quando apanho com um baque destes! Quando penso que tenho um lugar no coração de alguém que considero amigo e apanho uma desilusão. É burrice, eu sei!
Para mim não é preciso falar todas as semanas com alguém para não me esquecer dela.
Há pessoas com quem falo pontualmente, mas quando falo com elas é como se tivesse falado na véspera. A conversa, a brincadeira, a empatia continuam os mesmos de outros tempos em que nos encontrávamos diariamente, partilhávamos dias e noites de livros, cafés, gargalhadas e até choro.
Não é preciso presenças em certos eventos sociais, roupas chiques, estatuto social ou carro topo de gama. Tirando todas essas camadas, fica alguém e esse alguém é quem guardo na memória e no coração.
Aqui houve uma promessa… e o telefone tocou. Pensava que era alguém a cumprir a promessa. Mas não! Era apenas para me pedir alguma coisa… e o que me entristece não é o pedido. Fico feliz por saber que se lembram de mim quando precisam de alguma coisa. Foi o esquecimento da promessa. É o sentimento da faca espetada…
Tira-me o facalhão das costas, podia eu dizer em tom de brincadeira, mas com a tristeza a apertar o coração. Mas não vai acontecer. Vou dizer-lhe o que sinto porque acho que tudo deve ser esclarecido. E as expetativas vão deixar de existir para deixarem de ser goradas.
Mais um passo para a mudança do que sou para o que quero ser!

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Viagem

Toda a santa semana passada a lamuriar-se...
"Lá vou eu outra vez!"; "Mais uma viagem!"; "Já viste o que tem sido o meu último mês? Daqui para ali, sempre..."; "Não tenho vontade de ir!"...
E eu podia escrever um livro com a suas lamentações!

Ontem chegou o dia e lá foi ele uns dias para os Açores, a trabalho e bastante desanimado!
"Aproveita bem, já viste a oportunidade que é? Bem sei que é a trabalho, mas sempre dá para passear um bocadinho..." digo-lhe eu!

A meio da tarde liga-me:
- Olá, já cheguei!
- Ainda bem, correu bem a viagem?
- Correu altamente, estive no cockpit, foi mesmo espetacular! Já quase sei pilotar... ihihih!
- A sério? Como é que conseguiste isso?
- ...

À noite:
- Então sortudo, foste ao cockpit?
- Sim, foi mesmo espetacular, mostraram-nos tudo e assim... mesmo fixe!
- Bem, sinceramente até estou com inveja de ti... quem me dera...
- Não te preocupes eu tirei muitas fotos e filmei.
- É quase a mesma coisa não é?
- É... depois mostro-te!

É isto que uma mulher atura...

segunda-feira, 12 de novembro de 2012

Tá Bonito

No dia 3 de novembro, a sugestão do RP lá fomos ver o espetáculo ao Rivoli do Tá Bonito.
Volta e meia passamos um ou outro serão a rir com vídeos deste site, mas não sabia muito bem o que esperar. No dia em que chegou a casa e me disse que tinha comprado os bilhetes fiquei bastante surpreendida e rendida ao facto de não haver mais nada a fazer.

Começamos com um agradável jantar no restaurante A Brasileira, onde depois de pagarmos nos perguntaram:
- E então, vão ver o espetáculo?
Como o restaurante fica mesmo em frente ao Sá da Bandeira e não sabíamos que espetáculo lá ia haver respondemos:
- Sim... não! Vamos mas não é aqui no Sá da Bandeira.
Ao que o senhor nos respondeu:
- Não é aqui, é no Coliseu... Vão ver o Tony Carreira? 
- Ah!? Como? !?!?!? Tony!? Carreira? Não, não, não é a esse que vamos!
- Ah, pensei que sim? Estão esgotados os bilhetes... Apesar da crise ainda nos precisamos de divertir...
...
...
...

Pelos vistos tínhamos ar de quem aprecia um espetáculo de Tony Carreira. Ai santinha...

Depois lá seguimos para o espetáculo que nos aguardava. Foi um serão 5 estrelas, ri-me tanto que me doía tudo. Foram umas gargalhadas tão boas que me rejuvenesceram a alma.
Entre imitações brilhantes e histórias com que todos nos identificamos, foi mesmo divertido!

Acho que vão continuar por esse país fora e aconselho a todos os que gostam de rir que marquem presença. 
Ainda hoje continuamos a falar de partes do espetáculo.
Estava eu a trabalhar quando veio ele...
Ele quem?
O Xavier!
O Xavier veio e quem é que chamou?
Fredo! Pois é sempre isto... Fredo, Fredo... Fredo,Fredo...

Rolo de papal higiénico vazio no WC:
Esqueceste-te de deixar só uma folhinha do rolo!!!

E pronto, mais umas quantas gargalhadas! Só quem viu vai entender as conversas, mas é muito engraçado!


quarta-feira, 31 de outubro de 2012

Espera - aeroporto

Na sexta feira foi dia de mais uma espera no aeroporto Sá Carneiro. O marido lá foi 15 dias e findo esse período, lá tinha a esposa à espera!

Geralmente chego ao aeroporto quando ele já saiu e está cá fora à minha espera, ou quando estou a chegar à zona de espera ele já está no mesmo lugar à minha procura, mas desta vez esperei cerca de 15/20 minutos e por isso tive oportunidade de "apreciar"...

Impressionante o contraste entre o que se passa no primeiro e segundo andares daquele aeroporto! Se há coisa que me aperta o coração é ver o sofrimento de algumas pessoas quando estão a despedir-se de alguém, que não se sabe bem para onde e quanto tempo irão, mas certamente irão fazer muita falta. Até ao dia de hoje a cena que mais me chocou foi presenciada no aeroporto de Barcelona, quando vi o que me pareciam ser pais de cerca de 65-70 anos a despediram-se do filho e possivelmente a namorada/esposa. As lágrimas e o sofrimento naqueles rostos... as lágrimas que simplesmente não conseguiam conter apertava o coração de qualquer um.

Mas na sexta feira foi dia de ver pessoas em pulgas, com os braços no ar, lágrimas de alegria e rostos de felicidade em crianças que só queriam atravessar tudo para chegar perto daquela pessoa que pareciam esperar há demasiado tempo... quando me lembro ainda tenho um daqueles sorrisos involuntários! 
Se trabalhasse no aeroporto gostaria com toda a certeza de estar no primeiro andar...

E claro também tive direito ao meu sorriso espontâneo e de encher o coração quando cruzei o olhar com a pessoa que esperava... :)