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quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Trump ao poder… só me dá vontade de me benzer



Devem andar para aí porcos de bicicleta – eu é que não os vejo.

Nunca, em momento algum, por mais bêbada que pudesse estar, consideraria Trump na Casa Branca. Mas as bruxas existem e os porcos andam de bicicleta.

Foi com perplexidade que, esta manhã, soube que a maior potência mundial vai ficar nas mãos de uma pessoa mimada, desequilibrada, extremista. E hoje fiquei com a sensação de ser colocada num daqueles tabuleiros de jogo – mais precisamente a batalha naval. Lembram-se de fazermos os quadradinhos e tentarmos acertar? Pois, é isso.

A tendência para a extrema direita que o mundo começa a mostrar (com a devida exceção para Portugal) assusta-me de uma forma tremenda. 

Aquelas minorias meio toupeiras – como os racistas, misóginos, xenófobos – ganham um novo alento, uma nova força, que os faz crescer e sair do buraco. Grupos como os KKK ganham uma nova legitimidade atribuída por estas eleições que lhes permite irem além dos limites que anteriormente estabeleceram. E ninguém pensa nisto? 

Quando a tendência é para globalizar vem alguém falar em muros mais altos que o raio que o parta e o povo vota nele? Um candidato que incita a violência, os fins a qualquer preço, merece a eleição?

Esquecem assim tão depressa a segunda guerra mundial?

Não sei o que se passou na cabeça dos americanos mas coisa boa não foi. Todos percebemos que a esperança já não é o que era, que não há gente honrada em cargos de poder, que a política é um cancro. Mas optar pelo extremismo, pelo desrespeito, pelo capricho é mau demais para ser verdade. 

Em abono da verdade a Hillary não era lá grande alternativa. Por trás daquela cara de dona de casa arranjada e mulher exemplar estão guardados segredos que mais vale não desvendar. Ainda assim, a sério que o Trump é melhor?

Até o “Piloto” ficou boquiaberto. Como já adivinhava esta merda toda achou melhor entregar-se. Já estava tudo perdido e já por isso…

sábado, 5 de novembro de 2016

Verdadeiro desafio

Fazia-me imensa confusão andar a ler rótulos no supermercado. Havia produtos de que gostava e produtos de que não gostava. Marcas de que sou cliente e outras que nem considero. Os rótulos são demasiados números e letras na hora de fazer meia dúzia de compras à pressa.

Até que comecei a perceber melhor o que parte da informação que lá está escrita quer dizer. Ainda não percebo tudo e acho que para perceber é preciso tirar um curso mas já percebo alguma coisa.

Também comecei a preocupar-me mais com aquilo que quero. Se quero manteiga seja nata desnatada e sal, se quero bacon que seja carne porco com tempero,…

Rapidamente comecei a perceber que dificilmente compramos “só” o que queremos. Quase tudo o que compramos tem uma série de artifícios desnecessários, que fazem mal, mas que tornam os alimentos mais agradáveis ao palato e por isso mais viciosos.

Uma decisão que tomei foi deixar de comprar carne picada já embalada. Agora, sempre que preciso, vou ao talho, escolho a carne e peço para picar – e assim sei exatamente o que estou a trazer (experimentem a missão impossível de procurar carne picada sem pão ralado na lista de ingredientes!).

Mas este é um exemplo que consigo contornar e facilmente tomar uma opção saudável. O que não acontece com tudo.

Com exceção do Lidl encontrar numa superfície comercial um presunto sem adição de açúcar é tarefa para pôr qualquer um com ataque de comichão e expressão boquiaberta constante. O açúcar, ou uma das suas variantes com nome rebuscado, está, atrevo-me a dizer, em todas as alternativas à escolha.

Presunto com açúcar? Açúcar no presunto? Pois é! Faz confusão, pelo menos a mim, mas é uma realidade. Comecem a prestar mais atenção a este pormenor.


Só não percebo como ninguém intervém sobre estes assuntos e obriga os produtores a serem mais verdadeiros naquilo que nos oferecem.

sábado, 1 de outubro de 2016

Eishhhh… stop! No sugar



Dietas, dietas e mais dietas. Ao longo dos anos já ouvi falar de tudo e para todos os gostos.

Temos dieta da sopa, do leite, do limão, do tomate, do vinagre, do oh valha-me deus que inventam de tudo… you name it.

Para quem preferir nomes sonantes: Atkins, Dunkan, Piloto, Guerreiro,…

Todas prometem resultados rápidos e duradouros. E volta e meia lá dizem mal umas das outras.

Despois não há consenso quanto às asneiras: Devem existir! Não devem existir! Mantêm a motivação! É o primeiro passo para descambar completamente e os Kg voltarem com toda a pompa e circunstância… eterno debate.

Nem vamos falar de jejum porque anda ali entre o santo milagreiro e o demo em forma de fome. É ver malta quase capaz de lamber paredes (porque o cal também sustenta) e outros que não comem durante 37,72549 dias e andam porreirinhos a distribuir reservas aos mais necessitados. 

E tanto mais de que poderia falar… estão a ver a besta e o bestial? Quase todas as opções estão lá, nos dois, em simultâneo.

Mas, e atirem-me com postas de pescada se ando distraída, porque ainda não vi uma coisinha. Nunca, em momento algum, alguém disse ou escreveu:

Açúcar? Sim senhor. Muito bom. Comer em doses industriais, snifar sempre que possível e incluir em todas as rotinas (incluindo idas ao wc – porque não?).

Aqui não há lugar para discussão. É unanime – coisinha difícil para chuchu nos dias de hoje: o açúcar, e todas as suas variações geralmente representadas por nomes muito pipis, é mau. 

E não é só mau. É que este malandreco, apesar de fazer um mal dos diabos, sabe bem como o caraças. Dá-nos uma sensação de satisfação (ao nível cerebral e tinini que não vou expor porque não percebo assim tanto do assunto) e quem é que não gosta disso? A questão é que para mantermos o mesmo nível de satisfação, ao longo do tempo, precisamos de quantidades cada vez maiores desta doçura.

Alguma semelhança? Sim, sim, sim? Ora pensem lá… quantos testemunhos de toxicodependentes já ouviram/leram com exatamente a mesma descrição?

Pois, lá está, já chegamos ao cerne da questão? O maior problema, a meu ver, do açúcar é o efeito de dependência que tem. Comemos pontualmente e de repente estamos à procura de trocos na carteira para mais um jesuíta ou uma bola de berlim. Uma tablete de chocolate também não vai nada mal cada vez que vamos meter gasolina. E tudo bem regadinho com 200lt de Coca-Cola. E quando damos por isso perdemos o controle e consumimos todos os dias o nosso amigo e estimado açúcar (porque não cocaína/heroína/cannabis/…???) em quantidades impensáveis.

É pá, estou a entender, estou a micar… mas oh pá, as drogas, as que são assim denominadas na gíria, estão ao alcance de quem as quiser mas por meios travessos (entenda-se ilegais). O açúcar está espalhado por tudo o que é esquina, prateleira, e estante… então mas porquê? Porque é que tudo aquilo que está carregadinho de açúcar (nos nomes mais sonantes de todos os tempos) é TÃO apelativo para o comum mortal?

Não me perguntem a mim que não ando a encher os bolsos, nem a dar cabo da saúde à malta, à custa desta merda.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Coisas que não compreendo #29



Pessoas que têm tanta vontade de trabalhar como eu de atirar de cabeça para uma cama feita de pregos…

(a título de cereja no topo do bolo refiro-me a um serviço público – não fosse eu que andasse a pagar o salário à senhora tão amável que me atendeu!)