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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Quero o divórcio



E ninguém me diga que isto não é justa causa. Passo a explicar: por motivos que agora não interessam nada ontem não pude estacionar o carro no meu lugar dentro do condomínio e por isso estacionei em frente à nossa garagem onde se encontrava o carro do homem. À noite quando o meu marido – futuro ex-marido!!! – teve de sair, e como o meu lugar já se encontrava disponível, levou o meu carro para lá.
Até aqui tudo normal… Merci, muito obrigada!
Hoje de manhã levanto-me às 6:10 – depois de uma noite que passei mais ansiosa pelo regresso ao ginásio do que sei lá o quê (verdadeira criança em véspera de visita de estudo) – e quando entro na viatura para me deslocar ao destino sinto um cheiro nada comum.
Oi? O que é isto?
Tento perceber a origem do cheiro e é nada mais nada menos do que o lixo que senhor meu marido – futuro ex-marido!!! – levou para baixo colocou dentro da viatura e deixou a perfumar o interior da mesma toda a noite. E que felizmente não tinha molho de lixo – peço desculpa pelo plágio Ricardo Araújo Pereira – caso contrário dá para imaginar o filme.
Como tinha feito sopa posso desde já dizer que o cheiro mais intenso era o do nabo e acredito que irá persistir. Posto isto, levei o lixo com cara de furibunda – sorte a do anjinho que se encontrava a dormir com as orelhas a ferver por não me aparecer à frente - e segui caminho.
Pensei em várias formas de abordar o assunto e esta pareceu-me a mais correta: divórcio com justa causa que eu não estou para estas coisas.
Acho que a única forma de me fazeres mudar de ideias é subornares-me com sushi – pensa nisso!

4 comentários:

  1. Xiiiiiii.

    Vou andar a pão e água praí meio ano! :-(

    RP

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    Respostas
    1. Ou mais!
      Dás cabo de mim sobretudo do meu olfato.

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  2. Ri-me imenso com este post!
    Só porque não tinha molho de lixo, penso que pode desculpar... hehe :)

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