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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Eu e a malta dos call centers



Pois que volta e meia todos recebemos um daqueles telefonemas indesejados. No meu caso é mais de meia em meia volta porque não passa semana sem alguém me tentar impingir um seguro, um crédito, um produto qualquer (dos meus preferidos foi baba de caracol!) - vale tudo!

Tenho desde sempre o mesmo número de telemóvel e não sei onde raio acabei, em anos passados, por dar o meu número para ser constantemente abordada com estas situações. Atualmente tenho mais cuidado (tal como com o email) mas mesmo assim tenho a sensação de que dando ou registando o número em qualquer sítio automaticamente aquilo propaga-se para uma infinidade de empresas ou bases de dados ou sei lá o quê.

Quanto aos produtos apresentados a verdade é que nunca aceitei nada. E é também verdade que os deixo sempre apresentar o produto. Seja o que for, deixo-os ler até ao final o texto publicitário. Depois agradeço a apresentação do produto e demonstro o meu desinteresse.

Depois há a malta que aceita um não e educadamente desliga e há os insistentes sendo que dentro destes ainda existem os insistente-agressivos.

Pergunto-me se deveria simplesmente dizer que não, nem permitir a apresentação do produto e arrumar a questão.

Mas por outro lado penso que aquela é a forma de muita gente ganhar a vida. Que já devem ter ligado para imensa gente que foi mal-educada, que lhes desligou o telefone na cara e outras coisas que nem ouso imaginar.

Acho que lhes devo pelo menos a possibilidade de apresentarem o produto. Mas não sei o que prefeririam.

Quando passam para o outro lado (o da estupidez) só me apetece mandar dar uma volta ao sítio que já sabemos mas controlo-me e mais minuto menos minuto acabo por desligar o telefone mais ou menos chateada.

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