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quinta-feira, 7 de agosto de 2014

Não se faz



Então é assim:

Pelos vistos o senhor Ricardo Salgado tem, alegadamente, só em Singapura, depósitos no valor total de 30.000.000,00€ (trinta milhões de euros) – que é coisa pouca!
E não é que definiram ao homem uma fiança de 3.000.000,00€ (três milhões de euros) para sair em liberdade enquanto decorre o processo?
Não se faz, não pode ser. Espero que ele não tenha sentido necessidade de recorrer a este alegado depósito para se libertar da prisão. Não há respeito. Anda um homem, alegadamente, a distribuir capital pelas várias contas espalhadas no mundo, durante anos, e depois exigem assim, sem mais nem para o quê, três milhões. Não me conformo. Isto não se faz. É chocante.
Eu não sei mas acho que no caso dele optava por uma situação semelhante à do Vale e Azevedo: ia para um país qualquer (e porque não o mesmo? Se souber falar inglês não há crise!) e vivia num empreendimento de luxo em condições muito precárias; e depois estourava dinheiro forte feio e ria-me dos camelos que cá ficariam a tapar o buraco. Ah! Já sei! Para colmatar o assunto em beleza porque não chamar uns jornalistas à sua humilde residência no referido empreendimento de luxo e clamar a sua inocência e a sua miserável vida sem liberdade.

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