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terça-feira, 18 de outubro de 2016

Delícias da maternidade #6




AVISO: Este post mete cocó pelo que pessoas mais sensíveis não deverão ler.

Já se esperava. Os pré 34 foram com a filha doente e os pós 34 foram com a filha doente.

A miúda começou por fazer uma prova à roupa toda disponível. Era descarga em cima de descarga. Cheiro à coisa mais mal cheirosa jamais cheirada. Com direito a suja de fralda, roupa interior, roupa exterior, e tudo o mais que pudesse existir – várias vezes ao dia. Estava quase a informar-me sobre as condições para criação um showroom da Primark lá num canto da minha sala.

Como se quase 18 meses a mudar fraldas não fosse treino suficiente houve ali uns dias de treino intensivo em que já me apetecia rezar aos deuses do mau cheiro para irem dar uma volta a outra terra.

Dia do meu aniversário e percebi que a rapariga anda a ser bem educada. Um dia de tréguas. Um dia porreirinha, sem fralda suja em excesso, sem nada que fizesse prever os dias seguintes.

No dia seguinte a história foi completamente diferente. Acordou logo pela fresquinha com febre e assim se manteve durante 4 dias. 4 dias com direito a 6,5 horas no hospital e tudo. 

Mas este post não é para descrever aquilo que deve acontecer na vida de todas as mães. Este post serve para enumerar as doenças que sugeriram ao longo dos dias:
- pneumonia (só era pena a miúda não ter a respiração afetada);
- febre aftosa (está com febre – é aftosa!);
- dentes (esses culpados de todas as maleitas que ocorrem na criança até ter a dentição completa e definitiva);
- sarampo (porque não?);
- varicela (também podia ser);
… mais alguns que nem me lembro. Mas a lista podia ser bem mais extensiva.

Devo andar a beber cocktails de estupidez porque acho que tenho de ir ao hospital ou à pediatra para identificar a doença e a cura. Todos os vizinhos, conhecidos, desconhecidos, quem já viu a L. uma vez ou vinte ou nenhuma, sabe o que ela tem em qualquer momento. Todos doutorados em medicina sem nunca terem frequentado qualquer curso têm colherada a meter. 

Parece que as pessoas têm uma necessidade incontrolável de dar um motivo para quaisquer sintomas em qualquer pessoa. Como se alguém quisesse saber o que o vizinho tem a dizer sobre o assunto.

Oh paaaaaaaaaaá… metam lá a viola no saco e vão tocar música para a beira dos vossos e deixem o juízo da malta deste lado ter algum descanso. Pode ser? Pode? Se eu estiver interessadíssima em saber – eu pergunto.

Ah… e era uma virose! De certezinha que alguém acertou nesta espécie de euromilhões.

2 comentários:

  1. Lol adoro a forma como (d)escreves os teus dias!!!
    E sim! Pode ser uma virose, com tantos cocós..... :p às melhoras para a L.

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    1. Obrigada Maribel!
      Acho que são os dias iguais aos de muita gente só que gosto de os partilhar... ;)

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