Páginas

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Palavra de apoio ao senhor da bicicleta



Desde que entrei para o ginásio, em Janeiro, quase todos os dias vejo lá um senhor. Cheguei a comentar com o meu marido porque reparei que o senhor passava o tempo completo de treino em cima da bicicleta.
Este senhor aparenta ter cerca de 65 e uma forma física invejável porque aguenta, ali firme, cerca de uma hora em cima da bicicleta sem dar parte fraca.
Entretanto este senhor deve ter enjoado. De há alguns meses para cá já vai variando. Com 90% do treino ainda em cima da bicha também faz uns alongamentos e de vez em quando umas máquinas.
Hoje, para minha grande surpresa, decidiu experimentar a aula de cycle. Que faz todo o sentido – uma pessoa que passa 1 hora a dar à perna porque não fazê-lo durante 45 minutos mas acompanhado por um grupo a fazer o mesmo, com música a marcar ritmo, e bom ambiente?
Só que cometeu um erro de principiante: dar a brita toda desde o início. A ideia é pedalar de acordo com a cadência da música e o senhor pôs-se a dar o tudo por tudo desde o primeiro minuto. E deixem-me que vos diga: a aula de hoje teve uma subida na montanha de 35 minutos – 35 MINUTOS. Por isso já dá para imaginar o que aconteceu. A meio da aula, quando o esforço ainda nem estava no máximo, o senhor já nem conseguia pôr-se em pé na dita cuja. Passou o resto da aula a tentar recuperar sem grande sucesso e quando chegámos aos alongamentos nem os braços conseguia levantar.
E quem é que nunca passou por isto?
Eu já, podem ter a certeza. Lembro-me de algumas vezes em que vi tudo a andar à roda, em que fiquei indecisa entre desmaiar e vomitar e só não fazer as duas coisas por vergonha. Ainda não vai há muito tempo que no fim de um treino a minha vontade era atirar-me para o chão e pedir encarecidamente me porem na cama mais próxima durante uma semana ir de gatas para o balneário - só não o fazer porque gosto de ser discreta.
E é por isso que queria deixar uma mensagem ao senhor da bicicleta: não desista! O que lhe aconteceu é perfeitamente normal e tratou-se apenas de um erro que toda a gente deve cometer na primeira aula – ainda me lembro da minha… A boa notícia é que rapidamente aprende a gerir o esforço e deixa de ter essa falta de força que ocorreu hoje. Depois até lhe vem o professor à bicicleta aumentar o peso porque o batimento cardíaco ainda está baixo (WHAT??? Pois é, aconteceu-me!). Vá por mim! Vale a pena!

Sem comentários:

Enviar um comentário