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sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Castanhas e vinho



Dia de São Martinho. A caminho do colégio avisei a miúda: hoje de manhã bebeste leite porque é dia de castanhas e um copo de vinho (é importante definir quantidade senão ela é sempre a aviar). 

Para mim, apesar de gostar muito de castanhas, basta ser sexta feira para ficar satisfeita. Foi uma semana que me deixou de rastos e por isso só quero alapar no sofá sem pensar que às 6 da matina o despertador vai tocar. Hoje já estava capaz de espetar com o telemóvel contra a parede tal era a minha vontade de enfrentar mais um dia de trabalho.

Falando de coisas importantes... De vinho não vale a pena falar que já toda a gente sabe que é bom. Quanto mais melhor, na maioria dos casos, pois deixa a malta faladora e bem disposta. Quanto às castanhas são uma excelente comemoração de um dia. 

Antes de nos atestarmos de sonhos e rabanadas vamos começar pela castanha, assada ou cozida, que não faz quase mal nenhum. Quase nenhum… porque perfume desagradável é coisa para não faltar em território nacional. O grande mal do consumo das castanhas é mesmo a flatulência – coisa que não afeta as senhoras, ladies, mas sim os homens. Espalham odor a torto e a direito e dão cabo do olfato do povo todo.

Hoje vou experimentar um método diferente para as assar. Promete facilitar em muito a descasca do bicho (tarefa árdua mas que vale a pena para o consolo obtido). Não sou gulosa portanto partilho o resultado da minha pesqusisa:

Começar por fazer cortes em cruz nas meninas todas. Convém um corte profundo para facilitar que a pele se descole do miolo. Colocar as castanhas todas de molho em água quente durante uns minutos. Levar ao forno pré aquecido a 180ºC num tabuleiro com sal. Deixar cozinhar, a casca deverá começar a encarquilhar, e está pronto a comer.

(Nota: convém tratar das castanhas antes de se dedicarem ao vinho.)

Diz que se fura o pipinho, mata-se o porquinho, semeia-se o cebolinho,… mas basicamente:

No São Martinho come-se castanhas e bebe-se vinho.

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