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terça-feira, 29 de março de 2016

Delícias da maternidade #3



Páscoa… Entre o Natal e a Páscoa minha nossa…
Chegamos a locais com 20 pessoas (ou mais) que para a minha filha são praticamente desconhecidas e a primeira coisa que fazem, mal lhe batem com os olhos, é esticar os braços e tentar pegar nela.
A bebé tem apenas quase 11 meses? Não faz mal.
Está num ambiente completamente desconhecido? Não faz mal.
E com uma imensidão de pessoas quase totalmente desconhecidas? Não faz mal.
Prefere estar no colo da mãe? Não faz mal.
Cerca de 1 minuto (ou menos) depois de chegar a estes encontros familiares já estou com os nervos aos saltos. A miúda acaba por ir ao colo de toda a gente. Custa muito esperar uns minutos que ela se ambiente? É muito difícil não andar a passa-la de colo em colo como se fosse uma bola de futebol num derby?
Nunca fui pessoa de pegar em bebés contra a vontade deles. Longe de mim pegar num bebé que se recusasse a vir ao meu colo. Mas tudo fica aumentado com a maternidade a correr-me nas veias.
Gosto que a minha filha seja simpática, risonha, e bem disposta com toda a gente. Gosto que ela, a seu tempo, vá ao colo de quase toda a gente. Mas esta sensação de abutres de volta da presa dá-me vontade de dar corda aos sapatos e pôr-me a correr para bem longe.

2 comentários:

  1. A partir dos 6 meses o meu filho, na tal fase de ansiedade aos estranhos, não ia para o colo de ninguém. As pessoas nem tentavam pegar-lhe porque ele virava-lhes logo as costas. Eu, obviamente, não forçava. Depois passou a ser os pedidos de beijinhos e ele recusava na mesma :D Agora está bastante mais sociável e até já dá beijinhos (quando está para aí virado). A pequena ainda não tem 6 meses, ainda vai para o colo de qualquer pessoa. Agora na Páscoa, uma tia mais do que afastada entrou na casa e nem pediu licença, pegou-lhe logo. Como ela não se manifestou, não me importei mas a partir do momento em que ela não queira, a coisa muda de figura tal como foi com o irmão.

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    1. É mesmo isso. Quando ela quer eu não me importo. Quando a chamam e ela vira costas, mostra que não está interessada, e me tentam tira-la à força é que já ultrapassa os limites. Acho que é daquelas coisas a que não devo obriga-la e o desrespeito das pessoas chateia-me.

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