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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Às vezes fala-se cedo demais



Hoje acordei e cedo horrorizei-me com uma notícia que li no JN… uma mãe levou as duas filhas ao mar para morrerem.
Fala interior: f****, grande filha da p****, como é possível?, esta gente nem merece aquilo que tem,…
Então quando percebi que esta havia sobrevivido questionei-me sobre a justiça – mais uma vez!
Mas depois, e há sempre um depois, dei uma vista de olhos às notícias associadas.
E li…
Que esta mulher está em processo de divórcio.
E depois li…
Que esta mesma mulher fez participação à polícia de violência doméstica.
E depois li…
Que esta mesma mulher fez participação à polícia de suspeita de abuso de menores.
Pelo homem de quem se estava a divorciar.
À sua filha mais velha.
E depois li…
Que o homem/pai pediu a custódia das filhas.
E depois…
Já chegamos à mesma conclusão não já?
A nossa vida é demasiado complicada, suficiente, para tirarmos conclusões sobre os atos dos outros.

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