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Cansaço assumido do qual abdico

Estou cansada.

O telefone toca e não quero atender.

Falam para mim e não quero ouvir.

Perguntam-me e não quero responder.

Sinto-me isolada.

Ou talvez desolada.

Por vezes completamente anulada.

Incrível a forma como me consegues fazer sentir rasgada.

Por estas cordas que me amarram com demasiada força.

Tento, mas não consigo largar.

Este cansaço está a fazer-me fraquejar.

Serias ainda capaz de me amar?

O cansaço vem porque tu não estás.

Ninguém dá por isso e julgo-as más.

Julgam-te recôndito do meu coração.

São tolos, loucos, desconhecedores da realidade.

Talvez seja parvoíce ou então vaidade.

O meu coração é teu. E dele não abro mão.

Mas por vezes vacila a resiliência face à tua ausência.

E sinto-me cansada. Tão cansada.

Nua por dentro nos momentos em que relembro.

O vento frio sopra e a nudez é acentuada.

Fazes-me tanta falta… que até me sinto cansada.

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