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A mostrar mensagens com a etiqueta Sentimentos

São ventos de mudança

O exemplo é este blog. Quase três anos sem qualquer publicação e foi necessário quase um mês em casa para sentir que devia voltar a fazê-lo. Estes últimos anos da minha vida tiveram um ritmo alucinante e só o abrandamento agora imposto me faz olhar para tudo com outros olhos, me faz repensar a forma como tenho vivido, e me faz voltar a dar atenção a prazeres esquecidos – talvez seja esse o verdadeiro objectivo. Sobretudo os dois últimos anos foram tão insignificantes em termos pessoais que até dá vontade de rir (ou chorar) só de relembra-los. Qual avestruz com a cabeça enfiada num areal de papéis – trabalho à semana no horário mais esticado possível, ao fim de semana, na hora de dormir, ao acordar,… trabalho, trabalho, trabalho, e mais trabalho. Fazendo uma introspecção o meu isolamento social começou muito tempo antes do COVID-19. A dedicação quase exclusiva ao trabalho e o cansaço que daí adveio, com outras coisas à mistura, fizeram com que me afastasse de muitas coisas...

2 anos sem ti

Há quem consiga dizê-lo melhor que eu. Desde a primeira vez que ouvi esta música (tal como a See you again , de Wiz Khalifa ft. Chalie Puth) senti que dizia muito do que queria dizer.  E por isso, hoje, no dia em que faz dois anos que o meu maninho me foi roubado cedo demais exponho-me através de palavras que não são minhas mas que traduzem muitos dos meus sentimentos: Agora sei que me estás a ouvir Entre as estrelas vens me ensinar a sorrir Porque agora sei - estás onde és feliz Vemo-nos por ai ... Tu foste demasiado cedo Nem uma pomba branca Eu tou aqui com nó de marinheiro na garganta Eu disse Deus para te guardar Mas foi tudo tão veloz, uns dizem que morreste Eu digo que tu vives em nós E por mais que se fale os sacrifícios são teus Enquanto ao resto ninguém sabe Infindáveis são os desígnios de Deus Eu espero que o céu receba as minhas palavras De revolta não há lágrimas que eu verta que te possam Trazer de volta Tantas lições que eu retiro ao reco...

A pressão dos primeiros 18 meses

Já passaram 18 meses? Minha nossa senhora das rabanadas (que está quase a chegar o Natal) daqui a nada está a pedir-me para ficar a dormir em casa de uma amiga. E depois vai ser uma saída com amigos. E depois… Respira S., respira… Vamos por partes. Nunca tinha pensado nisso até ser mãe mas acho que ser uma fedelha de 18 meses não é fácil. Uma cachopa nasce e é esperado que venha a saber mamar. Mais fácil ou dificilmente acaba por lá chegar e desenrasca-se para matar a fome – instinto de sobrevivência. Dali a nada toda a gente se quer sentir especial e pretende, a qualquer esforço, que a miúda se ria. E toda a gente acha que aquele sorriso foi só para si. Lá vai sorrindo.  Mas entretanto toda a gente a quer ver comer sopa. E papa. E fruta. E uma carne de porco com feijão e grelos, uma broa e um pudim abade de priscos para adoçar no final. Porque não um chupa com aquele açúcar ácido por cima – se é para comer que seja tudo a que tem direito. Mas...

I’m back

Voltas e mais voltas e lá volto eu. Parando e olhando para trás é um bocado cansativo esta coisa da luta constante contra o excesso de peso. Passar dias, semanas, meses, a pensar que tenho de ganhar um peso saudável. A dissonância cognitiva face à junk food . O sentimento de satisfação e consolo que a comida, e sobretudo o açúcar, me concedem de um lado e o mal que racionalmente sei que me faz do outro – assunto que me tira o sono muitas noites. A aproximação do aniversário do meu irmão foi como aquela agitação marítima que se sente antes de um tsunami. Sente-se qualquer coisa, depois vem a acalmia e por fim um turbilhão de sentimentos, que tinha como mais ou menos arrumados, e que ataca quando menos se espera. E há coisas que não mudam. Pelo menos até agora. E uma delas, no meu caso, é entregar-me a todas as porcarias que não devo mas que me consolam, me dão a sensação de satisfação e, ainda que por momentos, me concedem um abrigo e uma compensação face a todos os sentime...