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Natal mas só para alguns

O Natal este ano está a custar-me especialmente por razões que partilho com os meus botões. Tenho as minhas dores de cabeça, as minhas preocupações, as minhas lamentações, mas a verdade é que, a não ser que ainda tenha uma grande surpresa até lá (porque não posso dar nada por garantido) é que vou ter um teto, comida na mesa, e uma cama quente. Vou ter o meu amor maior e maior amor ao meu lado e ainda vamos partilhar uns carinhos, umas brincadeiras e umas gargalhadas. E por isso sou uma privilegiada. Mas nem tudo são rosas. Ou são. Com a analogia das pétalas cheirosas e espinhos dolorosos. Talvez por andar mais atenta ganho cada vez mais consciência da quantidade de pedidos de ajuda que existem espalhados por todo o lado. E sei que se trata de uma ínfima parte.  Tirando o papel de embrulho e o laço a verdade é que há pessoas que não vão ter o que comer (tanto no natal como em muitas outras alturas), não vão ter família para partilhar essa época, vão passar a noite d...

Oficialmente aberta

A época dos jantares de natal. E das canecas de chá no dia seguinte. Se o natal fosse só o 24 e o 25 o stress não era grande. E o problema não são esses dois dias. São todos os outros. Dois meses antes começam os jantares: do trabalho, dos amigos, dos amigos próximos, do ginásio, do clube de leitura e do crochet . É preciso experimentar 1, ou 10, doces que pensamos para o natal. Para não correr riscos experimenta-se. E depois quem come? Eu sei que estragar é pecado! Não me digam isso a mim – digam à balança. Chega o 24 e pumba com as rabanadas, sonhos, bolo rei (tradicional, frutos secos, chocolate, gila,… porque, meus caros, o bolo rei tradicional em exclusivo já teve o seu tempo), pão de ló (o tradicional e o de ovos moles), o pudim, os formigos, os bilharacos, os queijos e mais 10 ou 20 iguarias que nos tenha passado pela mente – tirando os outos tantos que andamos a experimentar para repetir aqui. “Ai que é tanta coisa!! Não era preciso! É um exagero! E ago...

Este é o mês!

Não acredito que haja vivalma que, se receber o ordenado deste mês juntamente com o subsídio de natal, não pense: devia ser assim todos os meses. Se fosse assim os meses todos não lhe dávamos valor… digam para os vossos botões. Pode ser que cole.