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Serviços públicos ao melhor nível



Com tanta alteração da legislação e regimes de tributação e o diabo a sete e meio surgiu-me uma dúvida. Coisa mais normal do mundo até que percebo que, se estamos a falar de dúvidas em sede de impostos, para quem é que eu acho que devo ligar? Finanças, pois claro! E aqui é que as perninhas me tremem.


Finanças são sempre aquele serviço especial. Quem nos atende tem tantas ou mais dificuldades que nós, acredito que muitas vezes a revolta face ao excesso de carga tributária seja superior à nossa, mas não podem opinar, têm de manter a postura e simplesmente esclarecer as questões – com o acréscimo de muitas vezes levarem com uma missa cantada sem culpa no cartório - isto é uma coisa.


Outra coisa é porem pessoas sem formação ou conhecimento adequados a esclarecerem dúvidas quando as têm em número bem superior ao nosso.


Isto resume-se a quê? Benzo-me umas três vezes e ligo para o centro de atendimento telefónico da autoridade tributária. Coloco a questão. Respondem-me através de uma explicação errada que contrario porque sei que não é assim. Insistem e eu também insisto – e agradeço aos santinhos todos por finalmente ganhar coragem de contrariar alguém! - pelo que voltam a verificar e acabam por concordar comigo. Voltamos à minha questão inicial e o enrola, enrola, faz-me deixar de acreditar na credibilidade da resposta que me poderão dar. 


Ainda assim, insisto e pergunto diretamente se é ou se não é. Responde-me que pensando no assunto acha que sim. Oh porra! Se fosse para achar também eu acho muita coisa. Tenho uma opinião que queria substituir por uma certeza. Não estou nada certa de que a resposta obtida seja a correta.


Mas de uma coisa fiquei com a certeza absoluta: os funcionários do centro de atendimento telefónico da Autoridade Tributária estão muito mal preparados para cumprirem as suas funções.


Como não sou de me queixar sem apresentar solução aqui fica:


Malta das finanças – nomeadamente Ministra Maria Luís Albuquerque –, sabem aqueles recursos todos que andam a gastar para mandar mails e notificações eletrónicas, com periodicidade quase diária, aos contribuintes? A apontar: tem de fazer a comunicação das faturas; obrigada por ter feito a comunicação das faturas; obrigada por ter comunicado antecipadamente as faturas; foram alterados trâmites nas exigências para cumprimento da legislação no que a software de faturação diz respeito; tem de entregar esta declaração; olhe que faltam 15 dias para o término do prazo da entrega desta declaração; termina amanhã o prazo; termina hoje o prazo; se não pagar as dívidas penhoramos-lhe a conta bancária; se não pagar as dívidas vamos notificar os seus clientes e vai ficar com uma imagem do carago; … e por aí fora e mais ainda. Pronto, deixem esta diarreia toda de lado e empreguem recursos na formação dos funcionários. Especialistas capazes de transmitir conhecimento a quem nos atende o telefone nas linhas de apoio. Got it? Não é difícil perceber pois não?


É que no dia em que não for cumprida a legislação, por uma informação (errada) que nos foi dada pelo vosso pessoal, as coimas e despesas administrativas e processos e penhoras e mais não sei o quê não serão perdoadas pelo facto de não saberem informar. Pensem nisto ok!?


E nem vou falar sobre a Segurança Social porque então aí é que o caldo está entornado.

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