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sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Expectativas defraudadas??? Então, bom ano!



Ano novo, vida nova.

Idealizado:
Ginásio,
alimentação saudável,
peso ideal,
inovação,
empreendedorismo,
romantismo,
viagens,
pensamento positivo,
voluntariado,
… 
e por aí fora (cada um saberá de si!).

Realidade:
Demasiado sono, preguiça, cansaço, para ir ao ginásio;
as rabanadas ainda estão a sorrir e estragar é pecado;
ideias não pagam contas;
as contas são demasiado altas para pensar noutros voos;
as birras gigantes da miúda continuam;
vontade de trabalhar e computador avariado no escritório;
o telefone toca inúmeras vezes e continua a não ser para me darem nada;
e por aí fora.

Constatação:
A noite da passagem de ano é apenas mais uma noite. As coisas boas continuam boas e as más continuam más. O que idealizámos vai depender da nossa vontade de hoje e não da vontade que achamos que temos na euforia da passagem de ano.
Uma noite é uma noite. E só isso!
Já toda a gente bateu com a tola na parede?
Agora é altura de arregaçar as mangas e dedicarmo-nos ao que queremos sem a utopia da perfeição e do equilíbrio total.
Somos o que somos e compete-nos fazer o melhor que conseguimos com o que temos ao nosso dispor. Sem demasiadas ilusões, sem demasiada euforia.

Ah! Hoje é dia de Reis. Ainda anda um bolo rei a piscar o olho? 
Deixem-se dessa merd@ e bebam muito chá verde.

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Então e as corridas!?



 Existem. São pontuais. E muito frustrantes.



Julgava que ia recuperar a genica de outros tempos e conseguir ir à segunda, quarta e sexta para o crossfit e à terça e quinta correr/caminhar mas não dá.

Padeço frequentemente de uma maleita chamada cansaço. A maternidade tira qualidade de sono e também capacidade de resistência – pelo menos para esta área.

Ainda assim sempre que posso, e a L. deixa, ao fim de semana dou brita à sapatilha e corro ao ritmo de qualquer tartaruga mal treinada.

Que porra de treta que a minha resistência para correr não cresce nem com uma lata de espinafres no bucho.

Começo cada corrida a pensar que vai ser daquela vez que vou melhorar, que vou sentir o efeito dos treinos frequentes, do aumento da massa muscular, e vou aguentar mais e melhor. Ao fim de 500mts estou quase a atirar-me para o chão a pedir para me trazerem uma caminha, 2 almofadas fofas e uma manta quentinha.

O treino começa com um sorriso a aproveitar e agradecer o quentinho do sol, a paisagem, o ar puro, e 10 minutos depois só sinto falta de ar, falta de perna, falta de cama.

Então e porque é que insisto? Porque gosto daquela porcaria. E porque o que é mais difícil também é mais prazeroso quando alcançado. E quando conseguir correr uma distância menos vergonhosa vai ser MUITO prazeroso.

Só para me envergonhar mais um bocadinho: a meta alcançada no último treino foi uma média de 8 minutos e 58 segundos por Km. Consegui, pela primeira vez na história (pós gravidez), ficar abaixo dos 9 minutos. Sim, sei que nem é de partilhar uma merd@ destas mas é a minha merd@.