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sábado, 17 de dezembro de 2016

Nutricionista surpresa



Nutricionista é algo que me tem causada alguma urticária ao longo dos anos. Tenho uma espécie de trauma causado por uma que não era nada simpática e que consultei na minha adolescência – entupiu-me de medicação e fez-me aumentar 30Kg em cerca de 9 meses (e não, não estava grávida!). Ainda hoje lembro os nomes que a senhora em questão me chamava e como me tratava. Se fosse hoje outra música lhe ia cantar mas na altura metia a viola no saco e comia 2 embalagens de donuts com meia grade de coca cola para esquecer.

Mas munida de uma nova forma de reagir às coisas, e sem estar para admitir enxovalhamentos, decidi recorrer à ajuda de uma profissional da área. E não me arrependo. Apenas tenho pena por não a conhecer pessoalmente….

O consultório é em Lisboa e isso inviabiliza a possibilidade de consultas presenciais. Por esse motivo faço as consultas via Skype. E ainda assim conseguimos partilhar umas belas gargalhadas durante as consultas.

A verdade é que se esforça por encontrar soluções para todas as minha limitações e especificidades. E isso é de valor. Não diz que não, diz: e se tentássemos assim? Está bem para si?

Deve ser para ela uma grande frustração ter uma paciente como eu. Com queixas e mais queixas. Desorientações em cima de desorientações. Desvios de perder a conta. A mulher é um anjo e isso só me faz sentir pior quando piso a linha (ou a atravesso mesmo!).

Esta experiência está a fazer com que nutricionista seja novamente credível aos meus olhos. Mas acreditem que é preciso pesquisar muito para encontrar a pessoa certa. E eu acho que encontrei. Foi a minha nutricionista surpresa!


(E isto não é graxa por causa dos deslizes que vou cometer no natal. Nada disso…)
 

quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

C’a grande tanga



A miúda tem-me dado tanga como gente grande. Comer tem sido uma verdadeira incógnita. Alimentos que sempre comeu super bem agora nem quer provar e fico meio desorientada/perdida.

Tivemos recentemente duas grandes fitas por causa de uvas. Ela sempre adorou uvas e assim, de repente, NÃAAAAAAAAAAAAAAOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO!!!!!!!! Como se fosse veneno. Com insistência, e mais algumas brancas para a mãe, acaba por ceder e depois nem está interessada em partilhar mas até lá envelhece-me.

Para reforço de um dia destes no colégio decidi mandar pão com fiambre. Mas engendrei uma forma de o fazer mais atrativo – ou pelo menos pensava que sim.

Fica a sugestão:

Enrolarinho de fiambre

Peguei numa fatia de pão (balance, da marca continente) e cortei as aparas. Depois, com um rolo da massa, espalmei o máximo que consegui. Coloquei uma fatia de fiambre e enrolei. Depois embrulhei em papel aderente e deixei algum tempo a fixar forma.
Depois cortei fatias, e orgulhosamente guardei para levar, com este aspeto:



Pensava que aquilo ia voar em menos de nada mas chegou a casa quase como foi. Senhora chique e esquisita q.b. entusiasmou-se aos primeiros dois pedaços mas depois deu uso à sua palavra preferida: Não!

Quando, acabada de chegar a casa, me deparei com o tupperware quase inalterado apeteceu-me dar outro uso ao rolo da massa. Respirei fundo, para me munir de uma dose de paciência extra e ofereci-lhe um pedaço; ela nem ui, nem ai, comeu tudinho sem um não, sem uma reclamação. 

Agora digam-se que a moça não é uma grande tangueira.