Páginas

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Hoje é a vez de um docinho!

Torta de laranja

É preciso:
- 8 ovos
- 350g de açúcar
- 1 colher (sopa) de farinha custard (ou maizena, em alternativa)
- Sumo e raspa de 2 laranjas
- 80g de margarina
- Margarina para untar (eu, desde que descobri um spray da Espiga, nunca mais quis outra coisa - http://www.lusitana.pt/subcanais_n1.asp?id_subcanal_n1=272&id_canal=141)
- Papel vegetal

Primeiro ligar o forno para pré-aquecer.
Depois untar um tabuleiro, cobrir o fundo com papel vegetal e voltar a untar.
 
Derreter a margarina (eu derreti no micro-ondas, é um instantinho).
Misturar o açúcar e a farinha custard, depois juntar os ovos, a raspa e o sumo de laranja e bater um bocadinho (não vale a pena muito). Juntar por fim a margarina derretida.
 
Vai ao forno cerca de 20 minutos, até aloirar um bocadinho. E depois vem a parte mais difícil...
Virar a torta para um pano polvilhado com açúcar e depois enrola-la...
Depois, ainda mais difícil é passa-la para um prato! Foi a primeira torta que fiz na vida, portanto como se pode imaginar, não primou pela perfeição!
 
Uma sugestão de decoração é com sementes de papoila e meias-luas ou quartos de rodelas de laranja, mas já estava muito cansada de a enrolar e portanto ficou mesmo assim:
 
 
Ainda por cima a maior parte das travessas já estavam em caixas para seguirem para a nova morada e portanto teve de ficar mesmo assim... e soube tão bem!

Enquanto a crise ainda dá para rir...

Esta está demais...

"O país de Sócrates contado (pelo próprio) às criancinhas


Era uma vez um país cheio de Sol, de pessoas felizes, borboletas coloridas esvoaçantes pelo céu. Nesse país, todas as pessoas trabalhavam alegremente para o bem comum, sob a batuta de um maestro dedicado, uma espécie de padre – já que tudo fazia pelos outros, pelo país, e nada por ele próprio, nem pelos músicos da sua orquestra. Era um país muito bonito, esse, e cheio de esperança, optimismo e riquezas mil.

Mas como sempre acontece nas histórias, nesse país lindo cheio de Sol e de pessoas felizes, havia um pequeno grupo de pessoas muito más, praticamente pessoas a preto e branco, a que o maestro chamava, conforme as ocasiões, jornalistas ou oposições. Essas pessoas realmente más tudo faziam para tentar ensombrar a felicidade do país, espalhar o pessimismo e enterrar toda a riqueza num poço muito fundo e muito escuro.

Um dia, essas pessoas realmente más decidiram dar algumas noticias e chumbar um Plano Evidentemente Colorido que traria ainda mais felicidade e alegria às pessoas do país cheio de sol, pessoas felizes, borboletas coloridas esvoaçantes pelo céu.

Caaaabummm.
Começou a chover, a felicidade e as borboletas coloridas afundaram-se num lamaçal de tragédias e desgraças, veio o abismo e comeu o país.
Coitado do maestro que tudo fez pelos seus condidadãos e tinha dado ao país tantas alegrias e bons momentos. "It's an injustice, it is".

(Moral da história: os maus existem nas histórias para safarem os bons de se revelarem ainda piores...)" (in http://pedroroloduarte.blogs.sapo.pt/191831.html)

Está demais, ou não está?

terça-feira, 5 de abril de 2011

Livros on-line

Para quem não conhece, a google disponibilizou um site com livros on-line onde pudemos pesquisar temas e escolher este ou aquele livro que até queremos ler, mas não estamos interessados em comprar.
Aqui fica:



Agora um dos sites a que recorro com alguma frequência, mas isto de escrever agora de forma diferente não está nada fácil. Utilizar o novo acordo ortográfico só me faz pensar em erros, parece esquisito. Mais cedo ou mais tarde, vai ter de ser... aqui fica a ferramenta:

A pensar no sol e neste óptimo tempo para passear...

um prato típico de uma das belas terras de Portugal:







Bifes de atum à algarvia
(com update)






Ingredientes:
2 bifes de atum
2 cebolas médias cortadas em meias luas
1 folha louro
2 dentes de alho picados
Tomates pelados sem grainhas (usei tomate enlatado já prontinho, para ser mais rápido)
Camarão cozido e descascado
Delícias do mar
½ copo de vinho branco
1 limão
Azeite
Sal, pimenta e açúcar
Batatas para fritar cortadas em rodelas finas

Temperar os bifes com sal, pimenta e sumo de limão e deixar temperar durante cerca de 30 minutos.


Numa frigideira refogar a cebola, os alhos e o louro.
Adicionar os tomates cortados em pedacinho e mexer bem. Adicionar depois o camarão e as delícias do mar. Passado um pouco deitar o vinho.
Temperar com sal e pimenta e em lume brando deixar apurar bem, até ficar com um molho grossinho. Deitar uma pitadinha de açúcar para cortar a possível acidez dos tomates.

Por fim colocar os bifes no molho e deixar cozinhar cerca de 3 minutos de cada lado. Relativamente ao tempo de cozedura dos bifes depende do gosto de cada um, mas se deixar muito mais tempo irão ficar muito secos.

Servir acompanhado com batatas fritas às rodelas… lá pus eu o meu saladino a trabalhar!

Pelo que pude pesquisar, esta receita originalmente não leva camarão ou delícias do mar, mas tudo o que seja ideia para usar camarão nas receitas, parece-me óptimo! 

segunda-feira, 4 de abril de 2011

Para comemorar a nossa vitória...

aqui fica uma receita mais... diferente,

Vol au Vent de marisco

Ingredientes:
2 bouchers
maionese
natas
delícias do mar e camarão sem casca
pickles (segui à receita e pus, mas acho que ficaria melhor se não tivesse posto!)
sumo de limão
ketchup
1 colher de sopa de vinho do Porto (carago)
salsa

Cozer o camarão alguns minutos em água com sumo de meio limão e sal. Depois de cozido juntar as delícias só para tomar o gosto.
Triturar as delícias do mar com os pickles e juntar a maionese, acrescentar o ketchup, a salsa picada, o vinho do Porto, o sumo de meio limão e envolver.
Bater as natas com uma pitada de sal e depois envolver na maionese.
Encher os boucher com este recheio e decorar a gosto.
Levar ao frigorífico meia hora e servir como entrada.
Para abrir o apetite, aqui fica:

Campeões, campeões... nós somos campeões!!!

Existe melhor forma do que começar o dia a sabermos que o nosso clube é Campeão nacional???

Por acaso até há... se não tivesse que vir trabalhar (depois de mais um fim-de-semana desgastante de mudanças) é que era bom! Mas como não se pode ter tudo...
CAMPEÕES, CAMPEÕES... NÓS SOMOS CAMPEÕES!

Só tenho pena que o desportivismo de outros clubes fique tão aquem do esperado.
Apagar as luzes logo após o final do jogo demonstra muita coisa acerca do clube e das pessoas que o dirigem:
- têm muito mau perder e quando as coisas correm mal, preferem que fique tudo escuro para não verem;
- são burros como portas porque puseram em jogo a vida de pessoas (porque antes de portistas, aquilo que lá estavam eram pessoas), desde jogadores, adeptos, segurança...;
- permitiram uma coisa que nem todos os clubes têm... uma dark party logo após se consagrarem campeões nacionais!

"Foi uma vitória total, dentro do campo, durante os 90 minutos, com um critério de arbitragem que vocês viram. Apagámos realmente a Luz durante o jogo e, para ser completo, apagou-se a luz depois do jogo. Ficaram as trevas." (Pinto da Costa)

sexta-feira, 1 de abril de 2011

Pescada com todos!

Não sei bem que nome poderia dar a esta receita, mas que foi um sucesso lá em casa, lá isso foi!

Ingredientes:
- lombinhos de pescada;
- knorr caldo de peixe;
- pimenta;
- limão;
- tomilho;
- batatas para fritar;
- ameijoa;
- alho;
- coentros;
- grelos (usei congelados, já cozidos);
- bacon aos cubinhos;
- castanhas (usei congeladas).
E acho que é tudo... uma grandes misturada...

Primeiro pôr a pescada num pírex e temperar com pimenta, limão, alho picado, tomilho e reguei com o caldo de peixe (diluído em água a ferver) e vai ao forno.
Descascar as batatas e cortar (eu cortei às rodelas), temperar com sal e fritar.
Entretanto num tacho pôr um fundo de azeite e alho às rodelas, quando começar a ferver acrescentar a ameijoae temperar a gosto (eu pus coentros e um bocadinho de vinho) e deixa-las cozer (não vale a pena muito tempo).
Quando a ameijoa estiver cozida, tirar o pirex do forno e com uma escumadeira passar a ameijoa para lá.
No molho que ficou pôr os grelos, o bacon e saltear com azeite e alho picado. Depois acresentar as castanhas e deixar cozer.
Aspecto final:

Muito bom...

quinta-feira, 31 de março de 2011

Para todos os PAIS e FUTUROS PAIS

Geração à Rasca - A Nossa Culpa
(por Mia Couto)


"Um dia, isto tinha de acontecer. Existe uma geração à rasca? Existe mais do que uma! Certamente! Está à rasca a geração dos pais que educaram os seus meninos numa abastança caprichosa, protegendo-os de dificuldades e escondendo-lhes as agruras da vida. Está à rasca a geração dos filhos que nunca foram ensinados a lidar com frustrações. A ironia de tudo isto é que os jovens que agora se dizem (e também estão) à rasca são os que mais tiveram tudo. Nunca nenhuma geração foi, como esta, tão privilegiada na sua infância e na sua adolescência. E nunca a sociedade exigiu tão pouco aos seus jovens como lhes tem sido exigido nos últimos anos.



Deslumbradas com a melhoria significativa das condições de vida, a minha geração e as seguintes (actualmente entre os 30 e os 50 anos) vingaram-se as dificuldades em que foram criadas, no antes ou no pós 1974, e quiseram dar aos seus filhos o melhor. Ansiosos por sublimar as suas próprias frustrações, os pais investiram nos seus descendentes: proporcionaram-lhes os estudos que fazem deles a geração mais qualificada de sempre (já lá vamos...), mas também lhes deram uma vida desafogada, mimos e mordomias,
entradas nos locais de diversão, cartas de condução e 1º automóvel, depósitos de combustível cheios, dinheiro no bolso para que nada lhes faltasse. Mesmo quando as expectativas de primeiro emprego saíram goradas, a família continuou presente, a garantir aos filhos cama, mesa e roupa lavada.



Durante anos, acreditaram estes pais e estas mães estar a fazer o melhor; o dinheiro ia chegando para comprar (quase) tudo, quantas vezes em substituição de princípios e de uma educação. E éramos (quase) todos felizes.



Depois, veio a crise, o aumento do custo de vida, o desemprego, ... A vaquinha emagreceu, feneceu, secou.
Foi então que os pais ficaram à rasca. Os pais à rasca não vão a um concerto, mas os seus rebentos enchem Pavilhões Atlânticos e festivais de música e bares e discotecas onde não se entra à borla nem se consome fiado.
Os pais à rasca deixaram de ir ao restaurante, para poderem continuar a pagar restaurante aos filhos, num país onde uma festa de aniversário de adolescente que se preza é no restaurante e vedada a pais. São pais que contam os cêntimos para pagar à rasca as contas da água e da luz e do resto, e que abdicam dos seus pequenos prazeres para que os filhos não prescindam da internet de banda larga a alta velocidade, nem dos qualquercoisaphones ou pads, sempre de última geração. São estes pais mesmo à rasca, que já não aguentam, que começam a ter de dizer "não". É um "não" que nunca ensinaram os filhos a ouvir, e que por isso eles não suportam, nem compreendem, porque eles têm direitos, porque eles têm necessidades, porque eles têm expectativas, porque lhes disseram que eles são muito bons e eles querem, e querem, querem o que já ninguém lhes pode dar!



A sociedade colhe assim hoje os frutos do que semeou durante pelo menos duas décadas.
Eis agora uma geração de pais impotentes e frustrados. Eis agora uma geração jovem altamente qualificada, que andou muito por escolas e universidades mas que estudou pouco e que aprendeu e sabe na proporção do que estudou. Uma geração que colecciona diplomas com que o país lhes alimenta o ego insuflado, mas que são uma ilusão, pois correspondem a pouco conhecimento teórico e a duvidosa capacidade operacional. Eis uma geração que vai a toda a parte, mas que não sabe estar em sítio nenhum. Uma geração que tem acesso a informação sem que isso signifique que é informada; uma geração dotada de trôpegas competências de leitura e interpretação da realidade em que se insere. Eis uma geração habituada a comunicar por abreviaturas e frustrada por não poder abreviar do mesmo modo o caminho para o sucesso. Uma geração que deseja saltar as etapas da ascensão social à mesma velocidade que queimou etapas de crescimento. Uma geração que distingue mal a diferença entre emprego e trabalho, ambicionando mais aquele do que este, num tempo em que nem um nem outro abundam. Eis uma geração que, de repente, se apercebeu que não manda no mundo como mandou nos pais e que agora quer ditar regras à sociedade como as foi ditando à escola, alarvemente e sem maneiras. Eis uma geração tão habituada ao muito e ao supérfluo que o pouco não lhe chega e o acessório se lhe tornou indispensável. Eis uma geração consumista, insaciável e completamente desorientada. Eis uma geração preparadinha para ser arrastada, para servir de montada a quem é exímio na arte de cavalgar demagogicamente sobre o desespero alheio. Há talento e cultura e capacidade e competência e solidariedade e inteligência nesta geração? Claro que há.



Conheço uns bons e valentes punhados de exemplos! Os jovens que detêm estas capacidades-características não encaixam no retrato colectivo, pouco se identificam com os seus contemporâneos, e nem são esses que se queixam assim (embora estejam à rasca, como todos nós). Chego a ter a impressão de que, se alguns jovens mais inflamados pudessem, atirariam ao tapete os seus contemporâneos que trabalham bem, os que são empreendedores, os que conseguem bons resultados académicos, porque, que inveja!, que chatice!, são betinhos, cromos que só estorvam os outros e, oh, injustiça!, já estão a ser capazes de abarbatar bons ordenados e a subir na vida.



E nós, os mais velhos, estaremos em vias de ser caçados à entrada dos nossos locais de trabalho, para deixarmos livres os invejados lugares a que alguns acham ter direito e que pelos vistos - e a acreditar no que ultimamente ouvimos de algumas almas - ocupam injusta, imerecida e indevidamente?!!!



Novos e velhos, todos estamos à rasca. Apesar do tom desta minha prosa, o que eu tenho mesmo é pena destes jovens. Tudo o que atrás escrevi serve apenas para demonstrar a minha firme convicção de que a culpa não é deles. A culpa de tudo isto é nossa, que não soubemos formar nem educar, nem fazer melhor, mas é uma culpa que morre solteira, porque é de todos, e a sociedade não consegue, não quer, não pode assumi-la. Curiosamente, não é desta culpa maior que os jovens agora nos acusam. Haverá mais triste prova do nosso falhanço? Pode ser que tudo isto não passe de alarmismo, de um exagero meu, de uma generalização injusta.



Pode ser que nada/ninguém seja assim."

quarta-feira, 30 de março de 2011

Grande.... Guerra Junqueiro

"Um povo imbecilizado e resignado, humilde e macambúzio, fatalista e sonâmbulo, burro de carga, besta de nora, aguentando pauladas, sacos de vergonhas, feixes de misérias, sem uma rebelião, um mostrar de dentes, a energia dum coice, pois que nem já com as orelhas é capaz de sacudir as moscas..."
(Guerra Junqueiro, in "Pátria", escrito em 1896)

Como sou a favor da circulação de informação...

Recebi esta informação, mas antes de a publicar fui confirmar ao Diário da República. Para surpresa minha, não é que é mesmo verdade????

A publicação do DR é:
Diário da República nº 28 - I série- datado de 10 de Fevereiro de 2010 
RESOLUÇÃO da Assembleia da República nº 11/2010

Algumas rubricas do orçamento da Assembleia da Republica

1 - Vencimento de Deputados ...................................12 milhões 349 mil Euros

2 - Ajudas de Custo de Deputados...............................2 milhões 724 mil Euros

3 - Transportes de Deputados ......................................3 milhões 869 mil Euros

4 - Deslocações e Estadas ............................................2 milhões 363 mil Euros

5 - Assistência Técnica (??) ...........................................2 milhões 948 mil Euros

6 - Outros Trabalhos Especializados (??) .......................3 milhões 593 mil Euros

7 - RESTAURANTE,REFEITÓRIO,CAFETARIA.......................961 mil Euros

8 - Subvenções aos Grupos Parlamentares......................................970 mil Euros

9 - Equipamento de Informática ........................................2 milhões 110 mil Euros

10- Outros Investimentos (??) ...........................................2 milhões 420 mil Euros

11- Edificios .....................................................................2 milhões 686 mil Euros

12- Transfer's (??) Diversos (??).......................................13 milhões 506 mil Euros

13- SUBVENÇÃO aos PARTIDOS na A. R. ..................16 milhões 977 mil Euros

14- SUBVENÇÕES CAMPANHAS ELEITORAIS ........73 milhões 798 mil Euros

NO TOTAL a DESPESA ORÇAMENTADA para o ANO de 2010, é: € 191 405 356,61 (191 Milhões 405 mil 356 Euros e 61 cêntimos) - Ver Folha 372 do acima identificado Diário da República nº 28 - 1ª Série -, de 10 de Fevereiro de 2010.

Ainda bem que todos temos que cortar nas despesas e aumentar a poupança...