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terça-feira, 12 de novembro de 2013

É burrice, eu sei!

A amizade para mim tem um valor inestimável. Não tenho muitos amigos, tenho muitos conhecidos! Mas tenho um grupo de pessoas que tenho a sorte de fazerem parte de minha vida.
Pessoas que não hesito em fazer o que for preciso para ajudar. Mas  também sei que são pessoas que caso precise, não hesitam em me ajudar. Essas pessoas sabem quem são e apesar de não haver laços de sangue, existe algo que nos une que é muito mais forte. A vontade de estar, a vontade de proteger, aconselhar, ajudar, apoiar, partilhar alegrias e tristezas,…
Pessoas com as quais sentimos a sua tristeza como se fosse nossa. E acaba por ser nossa, porque queremos que os nossos amigos estejam bem. Para mim a amizade é isto.
Depois existem outras pessoas. Pessoas com as quais não estamos com a frequência que queríamos. Aquelas que nos proporcionam momentos agradáveis e alguns até memoráveis e caímos na ingenuidade de acreditar que somos especiais para elas. Não um companheiro de armas, mas alguém especial.
Alguém que não é metido no mesmo saco que um montão de outras pessoas que figuram os interesses profissionais e pessoais. Alguém de quem gostamos por aquilo que é e não por aquilo que tem, ou com o que nos pode ajudar.
E esperamos que essas pessoas nos vejam da mesma forma.
E é sempre triste quando apanho com um baque destes! Quando penso que tenho um lugar no coração de alguém que considero amigo e apanho uma desilusão. É burrice, eu sei!
Para mim não é preciso falar todas as semanas com alguém para não me esquecer dela.
Há pessoas com quem falo pontualmente, mas quando falo com elas é como se tivesse falado na véspera. A conversa, a brincadeira, a empatia continuam os mesmos de outros tempos em que nos encontrávamos diariamente, partilhávamos dias e noites de livros, cafés, gargalhadas e até choro.
Não é preciso presenças em certos eventos sociais, roupas chiques, estatuto social ou carro topo de gama. Tirando todas essas camadas, fica alguém e esse alguém é quem guardo na memória e no coração.
Aqui houve uma promessa… e o telefone tocou. Pensava que era alguém a cumprir a promessa. Mas não! Era apenas para me pedir alguma coisa… e o que me entristece não é o pedido. Fico feliz por saber que se lembram de mim quando precisam de alguma coisa. Foi o esquecimento da promessa. É o sentimento da faca espetada…
Tira-me o facalhão das costas, podia eu dizer em tom de brincadeira, mas com a tristeza a apertar o coração. Mas não vai acontecer. Vou dizer-lhe o que sinto porque acho que tudo deve ser esclarecido. E as expetativas vão deixar de existir para deixarem de ser goradas.
Mais um passo para a mudança do que sou para o que quero ser!

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